Segundo a candidata, Serra e Dilma vivem em mundo 'reportado por assessores'; Marina também fez balanço de doações feitas pela web

Horas depois de criticar a “favela virtual” veiculada no programa eleitoral de José Serra (PSDB), a presidenciável do PV, Marina Silva , voltou a dizer que seus adversários precisam de um “choque de realidade”. Segundo a candidata, Dilma e Serra estão vivendo em um mundo de “realidade reportada por assessores”, que não condiz com a situação do País e dos cidadãos.

A crítica de Marina não ficou restrita apenas aos adversários, mas se estendeu a toda classe política. De acordo a candidata, o mundo político vive um descolamento da realidade social e precisa descobrir as reais necessidades da população. “Nós (os políticos) precisamos nos dispor a esse choque de realidade, porque a gente tem a tendência à complacência. Se a gente não se cuidar, vamos viver a realidade reportada apenas pelos assessores, sem entender a realidade real”, afirmou a candidata.

A candidata do PV, Marina Silva, ao lado do jornalista Caio Túlio Costa, coordenador de mídias digitais, divulga balanço da arrecadação pela web; Doações somam R$45 mil
Agência Estado
A candidata do PV, Marina Silva, ao lado do jornalista Caio Túlio Costa, coordenador de mídias digitais, divulga balanço da arrecadação pela web; Doações somam R$45 mil
A declaração da presidenciável do PV aconteceu nesta quarta-feira em São Paulo, onde a campanha verde fez um balanço das contribuições financeiras recebidas pela internet. Segundo os coordenadores da campanha, até agora 620 internautas fizeram doações pela web para Marina, totalizando R$45.445 em contribuições via cartão de crédito.

Embora o valor esteja muito abaixo dos R$ 15 milhões projetados inicialmente para a totalidade da campanha, o coordenador de mídias digitais de Marina Silva, o jornalista Caio Túlio Costa, comemorou o total arrecadado. “O Brasil não tem tradição de doações de campanha para políticos, nem a internet está tão difundida como nos EUA. É tudo muito embrionário, mas isso nos anima muito, pois as pessoas estão realmente se engajando na campanha”, argumentou.

As doações para a campanha de Marina foram feitas por pessoas de todos os Estados brasileiros, excluindo o Piauí, que ainda não registrou nenhuma contribuição. Segundo a campanha, a média de contribuições até agora é de R$73,30 e a maior doação única feita pela internet somou R$5 mil.

Para retribuir aos eleitores que contribuíram em dinheiro com a campanha, Marina escolheu um grupo de seis colaboradores e ligou para cada um deles agradecendo a doação. Além de receber mensagens de apoio, ela ouviu críticas sobre a falta de material de campanha no Acre, terra natal da senadora verde. “A gente precisa de material de campanha para divulgar sua candidatura em casa e no trabalho”, disse a bancária Dalva Diniz Rocha do Amaral, uma das colaboradoras que recebeu a ligação de Marina. “A sra. também tá devendo uma visita aqui pra nós”, completou.

Sem perder o rebolado, Marina prometeu enviar ainda esta semana adesivos e faixas para o Acre, além de marcar a data de lançamento de sua biografia no Estado. Desde o início da campanha, em 06 de julho, a candidata ainda não foi ao Acre. Sua única viagem à região Norte foi para o Amazonas, no último sábado, 15 de agosto.

Jogo Virtual

Além do balanço de doações, a campanha do PV também lançou oficialmente nesta quarta-feira um jogo virtual que divulga as principais bandeiras do programa de Marina Silva. O lançamento do aplicativo já tinha sido adiantado na semana passada pelo iG e é considerado uma ferramenta adicional de divulgação da candidata.

Imagem da página inicial do game
Reprodução
Imagem da página inicial do game "Um mundo", criado pela campanha de Marina para popularizar ainda mais o nome da candidata entre os jovens e trabalhar com temos lúdicos
O jogo chamado “Um Mundo” ( www.ummundo.com.br ) já tem mais de 1.300 participantes, apesar de ter sido lançado oficialmente apenas na tarde desta quarta. A ferramenta foi inspirada nas plataformas Second Life e Farmville e o objetivo é trabalhar com outros jogadores na formação de um mundo sustentável e sem poluição.

O game inclui várias caricaturas de Marina, chamadas de “Marininhas” e inclui simulações das famosas “Casas de Marina”, que são os comitês informais de campanha da candidata. Integrado às redes sociais como Twitter e Facebook, o objetivo do jogo é angariar cada vez mais adeptos. “Quanto maior o número de visitantes que o usuário conseguir, maior fica o mundo dele e maior sua posição no ranking”, explica Ana Valenzuela, responsável pelo desenvolvimento e criação do game, que demorou mais de três meses para ficar pronto.

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