Marina diz que adversários precisam de 'choque de realidade'

Segundo a candidata, Serra e Dilma vivem em mundo 'reportado por assessores'; Marina também fez balanço de doações feitas pela web

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

Horas depois de criticar a “favela virtual” veiculada no programa eleitoral de José Serra (PSDB), a presidenciável do PV, Marina Silva , voltou a dizer que seus adversários precisam de um “choque de realidade”. Segundo a candidata, Dilma e Serra estão vivendo em um mundo de “realidade reportada por assessores”, que não condiz com a situação do País e dos cidadãos.

A crítica de Marina não ficou restrita apenas aos adversários, mas se estendeu a toda classe política. De acordo a candidata, o mundo político vive um descolamento da realidade social e precisa descobrir as reais necessidades da população. “Nós (os políticos) precisamos nos dispor a esse choque de realidade, porque a gente tem a tendência à complacência. Se a gente não se cuidar, vamos viver a realidade reportada apenas pelos assessores, sem entender a realidade real”, afirmou a candidata.

Agência Estado
A candidata do PV, Marina Silva, ao lado do jornalista Caio Túlio Costa, coordenador de mídias digitais, divulga balanço da arrecadação pela web; Doações somam R$45 mil
A declaração da presidenciável do PV aconteceu nesta quarta-feira em São Paulo, onde a campanha verde fez um balanço das contribuições financeiras recebidas pela internet. Segundo os coordenadores da campanha, até agora 620 internautas fizeram doações pela web para Marina, totalizando R$45.445 em contribuições via cartão de crédito.

Embora o valor esteja muito abaixo dos R$ 15 milhões projetados inicialmente para a totalidade da campanha, o coordenador de mídias digitais de Marina Silva, o jornalista Caio Túlio Costa, comemorou o total arrecadado. “O Brasil não tem tradição de doações de campanha para políticos, nem a internet está tão difundida como nos EUA. É tudo muito embrionário, mas isso nos anima muito, pois as pessoas estão realmente se engajando na campanha”, argumentou.

As doações para a campanha de Marina foram feitas por pessoas de todos os Estados brasileiros, excluindo o Piauí, que ainda não registrou nenhuma contribuição. Segundo a campanha, a média de contribuições até agora é de R$73,30 e a maior doação única feita pela internet somou R$5 mil.

Para retribuir aos eleitores que contribuíram em dinheiro com a campanha, Marina escolheu um grupo de seis colaboradores e ligou para cada um deles agradecendo a doação. Além de receber mensagens de apoio, ela ouviu críticas sobre a falta de material de campanha no Acre, terra natal da senadora verde. “A gente precisa de material de campanha para divulgar sua candidatura em casa e no trabalho”, disse a bancária Dalva Diniz Rocha do Amaral, uma das colaboradoras que recebeu a ligação de Marina. “A sra. também tá devendo uma visita aqui pra nós”, completou.

Sem perder o rebolado, Marina prometeu enviar ainda esta semana adesivos e faixas para o Acre, além de marcar a data de lançamento de sua biografia no Estado. Desde o início da campanha, em 06 de julho, a candidata ainda não foi ao Acre. Sua única viagem à região Norte foi para o Amazonas, no último sábado, 15 de agosto.

Jogo Virtual

Além do balanço de doações, a campanha do PV também lançou oficialmente nesta quarta-feira um jogo virtual que divulga as principais bandeiras do programa de Marina Silva. O lançamento do aplicativo já tinha sido adiantado na semana passada pelo iG e é considerado uma ferramenta adicional de divulgação da candidata.

Reprodução
Imagem da página inicial do game "Um mundo", criado pela campanha de Marina para popularizar ainda mais o nome da candidata entre os jovens e trabalhar com temos lúdicos
O jogo chamado “Um Mundo” ( www.ummundo.com.br ) já tem mais de 1.300 participantes, apesar de ter sido lançado oficialmente apenas na tarde desta quarta. A ferramenta foi inspirada nas plataformas Second Life e Farmville e o objetivo é trabalhar com outros jogadores na formação de um mundo sustentável e sem poluição.

O game inclui várias caricaturas de Marina, chamadas de “Marininhas” e inclui simulações das famosas “Casas de Marina”, que são os comitês informais de campanha da candidata. Integrado às redes sociais como Twitter e Facebook, o objetivo do jogo é angariar cada vez mais adeptos. “Quanto maior o número de visitantes que o usuário conseguir, maior fica o mundo dele e maior sua posição no ranking”, explica Ana Valenzuela, responsável pelo desenvolvimento e criação do game, que demorou mais de três meses para ficar pronto.

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