A candidata também cobrou um plano ambiental da Petrobras para evitar vazamentos de petróleo nas explorações da camada pré-sal

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu nesta sexta-feira (13) uma ampla reforma tributária, que proporcione equilíbrio entre os Estados e simplificação de tributos. "Não vamos aumentar, vamos buscar eficiência para, se for possível, diminuir impostos", disse a candidata.

Em entrevista à Rádio CBN de Goiânia, Marina voltou a defender a realização de uma Assembleia Constituinte para discutir as reformas trabalhista, política e tributária.

Ao comentar o vazamento de petróleo no Golfo do México e o início da exploração na camada pré-sal, Marina disse que os EUA cometeram equívocos no episódio e cobrou da Petrobras a divulgação de um plano para evitar que os erros se repitam no Brasil. "Isso é muito preocupante. A Petrobras tem de esclarecer para a opinião pública brasileira como é que esse processo vai ser feito para não termos a repetição do erro." A candidata questionou o investimento em exploração de águas profundas enquanto outros países, como a Noruega, suspenderam esse tipo de atividade ou mudaram a legislação para evitar desastres ambientais.

Marina, que faz campanha nesta sexta na capital goiana, reclamou que tem se deparado com o preconceito por ser evangélica. "As pessoas manifestam esse preconceito, tentam me rotular de reacionária e conservadora", disse a candidata, que é seguidora da Igreja Assembleia de Deus.

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