Marina defende Constituinte para fazer reformas

A pré-candidata do PV à Presidência da República defendeu a convocação de uma Constituinte para que sejam feitas as reformas

Agência Brasil |

A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu a convocação de uma Constituinte para que sejam feitas as reformas necessárias no país, como a tributária, politica e trabalhista.

“Se fosse fácil, o sociólogo teria feito a reforma política, tributária e previdenciária. Se fosse fácil, o operário teria feito a reforma trabalhista. Isso não foi feito por nenhum deles. Por isso, temos que formar uma Constituinte e fazer as reformas que o Brasil precisa”, disse a senadora aos prefeitos da 13ª Marcha a Brasília.

Ela se colocou contrária à aprovação de um novo imposto para a saúde. “Não se pode mais ficar fazendo esses puxadinhos tributários. Dessa forma, não se encara o problema principal desse país que é a reforma tributária. Não é tão difícil de fazer. Questões mais difíceis e impopulares já foram aprovadas no Congresso”, disse a pré-candidata que preferiu se comprometer com a regulamentação da Emenda 29, que destina 10% das receita da União para gastos com saúde.

Marina Silva se emocionou ao falar de como se sentia ao disputar a Presidência fora do PT, partido que ajudou a fundar. E disse que abriu mão de uma reeleição certa para o Senado para enfrentar um “golias” que seria a corrida pela Presidência da República. “Não é fácil vir aqui, depois de 30 anos, sem ser mais do PT. Saí pela mesma razões que entrei: a luta pelo desenvolvimento sustentável. Quando me dizem que é a briga de Davi contra o Golias eu fico feliz, porque Davi ganhou”, disse Marina.

A senadora também disse estar cansada da rotina no Senado ao defender maior autonomia para os poderes. É preciso mais condições para que o parlamentar possa cumprir sua função. Os deputados e senadores vão ficando como vereadores de luxo aqui no Congresso. É necessário garantir que recursos possam ser destinados da forma mais republicana possível. Pires na mão não pode mais ocorrer, inclusive a atuação parlamentar”, disse Marina.

Marina se comparou a um bonsai ao falar de sua desilusão com o Parlamento. “No Senado você vira uma plantinha, sentada na mesa e as pessoas cortam suas raízes. Prefiro ser uma relva no campo a um bonsai dentro de um palácio”, disse a senadora.

A candidata do PV disse ser contrária à distribuição equânime dos royalties e das participações especiais provenientes da exploração de petróleo entre estados e municípios. Marina defendeu o respeito aos contratos já firmados. Ela disse ainda que o ideal é que a discussão sobre esse assunto não seja feita neste ano por causa das eleições. “É um debate que se torna contaminado. Cada um diz frases de efeito mais fortes para se beneficiar”, enfatizou.

Marina defendeu que os recursos da exploração de petróleo sejam investidos em tecnologias para a geração de energia com baixa emissão de carbono e isso serviria também para evitar catástrofes naturais.

A candidata também foi a favor de um cruzamento de contas entre os municípios, estados e União. “O encontro de contas deve ser feito e é um compromisso. Não é fácil fazer. Para chegar a isso tem que ter um trabalho meticuloso de indivíduo a indivíduo, para saber quem está devendo. Quebra resistência não é fácil.

Por vários momentos Maria também criticou o depósito dos recursos da saúde em conta única dos estados de São Paulo, Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Segundo ela, essa atitude dos governo desses estados fez com que os recursos não chegassem até os municípios. “Colocaram no caixa único do estado, inclusive com aplicação desse dinheiro. Retiveram o dinheiro de vocês e por isso os recursos não chegaram para serem investidos”, denunciou.

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