Marina critica mudança no projeto Ficha Limpa

Pela primeira vez na Bahia desde a sua indicação como pré-candidata do PV à Presidência, a senadora criticou as alterações

iG São Paulo |

Pela primeira vez na Bahia desde a sua indicação como pré-candidata do PV à Presidência, a senadora Marina Silva (AC) criticou hoje a mudança apresentada pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) no texto do projeto Ficha Limpa - que impede candidatura de políticos condenados por um colegiado da Justiça. "Eu diria que essa questão foi um verdadeiro gatilho, porque a compreensão que se tinha era de que estava mantida a coerência do projeto. Não esperávamos esse gatilho. O senador Dornelles fez ali um gatilho e ficou uma questão bem delicada, porque agora tudo o que tínhamos para comemorar acabou inviabilizado." 

AE
O cardeal arcebispo de Salvador, dom Geraldo Majella Agnelo, recebe Marina na Cúria Bom Pastor
A mudança abriu uma brecha para candidatos com ficha suja. A expressão "os que tenham sido condenados" foi substituída pela "os que forem condenados", retardando a medida para aplicação em casos que venham ocorrer somente após a sanção presidencial. 

Marina também voltou a criticar a inviabilidade da candidatura à Presidência do deputado Ciro Gomes (PSB-CE). Ela negou que já tenha pedido o apoio o parlamentar na eleição. "Estou respeitando o momento dele, mas fiquei muito feliz de a mulher do Ciro, Patrícia (a atriz Patrícia Pillar), ter dito que está comigo", contou. 

Conforme a pré-candidata, é importante para a democracia que a população conte com um amplo leque de candidatos. "Eu acho que o Ciro deveria ser candidato, mesmo concorrendo comigo, porque no primeiro turno a população tem a possibilidade de escolher o que é melhor para o Brasil. No segundo a escolha é para o que é menos pior para o Brasil", disse.

Marina ainda afirmou que respeita a decisão do grupo de ex-integrantes do PV que formará o Livre, sigla dos que deixaram o PV no fim do ano passado após o ingresso da senadora e que vai declarar apoio à petista Dilma Rousseff. "Respeito a decisão deles. Democracia é isso", disse.

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