Marina critica depoimento de Lula na TV sobre quebra de sigilos

Para a candidata verde, o presidente da República não pode 'banalizar ou politizar o caso', que, segundo ela, é gravíssimo

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

Agência Estado
A candidata do PV, Marina Silva, assina o documento da Fundação Abrinq onde se compromete a trabalhar pelos direitos das crianças e adolescentes
A presidenciável do PV, Marina Silva , criticou, na manhã desta quarta-feira, a aparição do presidente Lula no programa eleitoral de Dilma Rousseff, para justificar as acusações do PSDB de participação da candidata petista no caso da quebra de sigilos na Receita Federal.

Apesar de não ter citado o caso diretamente, o presidente Lula disse no programa de TV de Dilma que “infelizmente o candidato da turma do contra partiu para ataques pessoais e para a baixaria”, em clara referência aos ataques do PSDB.

Para Marina Silva, a participação de Lula no programa de Dilma “não contribui para a solução do fato”. Segundo Marina, o presidente Lula não pode “banalizar ou politizar o caso” que, na opinião dela, é uma “grave violação de direito dos brasileiros”.

“Não se pode admitir numa democracia, onde as instituições deveriam funcionar, que se banalize esse tipo de coisa. Nós temos que olhar o caso como um descontrole da gestão pública. Uma gestão que está com pés de barro”, disse Marina.

A candidata do PV também voltou a reclamar da “vitimização” do PSDB em relação ao caso. Ela defendeu o direito do candidato José Serra de reclamar e usar o episódio no seu programa eleitoral, mas disse que a queixa do candidato deveria ser coletiva.

“Não pode ser uma queixa individual de quem foi atingido, tem que ser institucional porque milhares de pessoas foram igualmente atingidas (pela quebra de sigilos). São pessoas que não têm como se defenderem publicamente”, avaliou a presidenciável.

As declarações de Marina foram dadas durante uma cerimônia de assinatura do compromisso “Presidente Amigo da Criança”, da fundação Abrinq. No evento, Marina defendeu a melhoria da escola pública e dos instrumento de defesa dos direitos das crianças e adolescentes.

A candidata também defendeu uma ação repressiva contra o aliciamento de crianças e jovens para o crime e voltou a destacar sua intenção de aplicar um modelo de educação integral no Brasil, além de ampliar os recursos públicos investidos na pasta de 5% para 7% do PIB (Produto Interno Bruto).

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