Marina contraria Dilma e defende ajuste fiscal no início do ano

A presidenciável do PV afirmou que Brasil precisa conter crescimento dos gastos através da corrupção e do fisiologimo

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

Agência Estado
A candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, se reúne com grupo de mulheres de diferentes áreas de atuação na residência da socióloga Neca Setúbal
Contrariando a opinião da presidenciável Dilma Rousseff (PT) , a candidata do PV, Marina Silva, afirmou, nesta terça-feira, ser favorável a um ajuste fiscal já no primeiro ano do próximo governo.

Apesar de defender a manutenção dos investimentos em infraestrutura e projetos sociais estratégicos, Marina disse que é preciso fazer ajustes progressivos, baseado no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

O projeto da candidata é limitar os gastos públicos em apenas metade do crescimento do PIB no ano. A ideia já consta no programa de governo da candidata e foi defendida durante uma palestra para jovens empreendedores, que aconteceu no Instituto Endeavor, em São Paulo.

“Se você limita os gastos através do crescimento do PIB, você está evitando que tenha desequilíbrio fiscal. Mas você não está dizendo que vai fazer um corte às cegas nos investimentos necessários. O Brasil tem muitos investimentos a serem feitos, mas temos que olhar para a eficiência do gasto público”, disse Marina.

Segundo a presidenciável do PV, caso seja eleita, os cortes necessários para o ajuste fiscal não seriam feitos dos investimentos, mas da melhora da eficiência do Estado, do combate ao fisiologismo e do combate à corrupção. “A eficiência do gasto público não se consegue em um passe de mágica. Sem abrir mão dos investimentos necessários e estratégicos, é preciso fechar o dreno da corrupção, evitando o desperdício que amplia o gasto público”, afirmou.

Mais cedo, Marina participou de um café da manhã com mulheres líderes de ONGs e instituições de Educação. O evento aconteceu no apartamento da socióloga Neca Setubal, herdeira de Olavo Setúbal, fundador do banco Itaú. O encontro reuniu mais de 60 mulheres, onde Marina pediu votos e disse ainda crer na possibilidade de ir para o segundo turno.

"O Brasil até hoje votou conscientemente em quem estava escolhendo para dirigi-lo. É fundamental manter essa tradição. Se você tem disposição para lutar, até com traço é possível ir para o segundo turno", comentou.

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