Marina compara sua campanha à do atual presidente americano

Em encontro com jornalistas estrangeiros no Rio, candidata diz que no começo ¿Obama não tinha tantos americanos votando nele¿

Samia Mazzucco, iG Rio de Janeiro |

Em encontro com jornalistas estrangeiros que trabalham como correspondentes no Brasil, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, citou a campanha do atual presidente dos Estados Unidos, o democrata Baracka Obama, quando questionada sobre sua chance real de se eleger (a candidata vem aparecendo em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de votos). “Quando Obama começou não tinha tantos americanos votando nele. Isso foi um processo”, disse.

Marina também considerou sua porcentagem nas pesquisas como satisfatória, devido ao tempo que tem sua campanha. “Já temos 10% sem ter a estrutura dos outros candidatos. Lula está falando da Dilma há três anos. Serra é candidato desde que perdeu as últimas eleições. Só quem entrou agora fomos nós, e 10% já é um bom começo, são 15, 14 milhões de pessoas acreditando nessa proposta.”

Durante o encontro, Marina também respondeu a questões sobre temas como aborto, política externa e exploração do pré-sal.

A candidata afirmou ser importante reconhecer os pontos positivos da política externa adotada pelo atual governo, como o “protagonismo no G20”. Ela também disse não poder condenar o diálogo com o Irã, mas, no entanto, criticou a “audiência” dada ao presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Questionada quanto ao modelo de distribuição dos royalties do pré-sal, Marina defendeu a nova regulamentação para o petróleo extraído das águas profundas. “Esse recurso pertence a todos os brasileiros. É um desafio fazer isso sem prejudicar os Estados que vêm se beneficiando”, disse a verde durante o encontro na sede da ACIE (Associação de Correspondentes de Imprensa Estrangeira).

A candidata também disse ser necessário que os recursos obtidos com o petróleo sejam investidos em estudos para o desenvolvimento de novas fontes de geração de energia, “para evitar o que aconteceu no Golfo do México”.

Contrária à legalização do aborto, a presidenciável voltou a defender que haja um plebiscito para que a população opine sobre que política o governo deve adotar sobre o tema.

Mais cedo, Marina visitou o Centro Cultural Afroreggae, em Vigário Geral, favela na zona norte do Rio. Pela manhã, ela participou do 8º Congresso Brasileiro de Jornais , promovido pela ANJ, onde Dilma e Serra também estiveram nesta quinta-feira.

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