Marina: brasileiros vão levar duas mulheres ao segundo turno

Candidata do PV diz acreditar em um movimento maior do que indicam as pesquisas

iG Rio de Janeiro |

A candidata do PV à Presidência da Republica, Marina Silva , afirmou na manhã deste sábado, no Rio, que o Brasil quer eleger uma mulher presidente e vai levar duas mulheres ao segundo turno das eleições, no dia 3 de outubro.

Em entrevista no Iate Clube do Rio de Janeiro, clube da elite carioca, Marina afirmou acreditar em uma surpresa nas urnas, revelando resultado superior ao apontado pelas pesquisas de intenção de voto, onde ela não aparece com mais de 13%. No último levantamento do DataFolha, ela tem 13% das intenções, contra 28% de José Serra e 49% de Dilma Rousseff . O Ibope a mostra com apoio de 12% dos entrevistados à candidata verde, Serra com 28% e Dilma com 50%. Entretanto Marina vem crescendo em relação aos levantamentos anteriores, em especial no Rio de Janeiro, onde empata tecnicamente com Serra.

“Tenho convicção de que o povo brasileiro quer uma mulher depois de 500 anos de História. Por justiça, vai levar duas mulheres para o segundo turno. Uma tem o sobrenome Silva, que se identifica com todos os segmentos da sociedade brasileira”, disse ela, que segue para a Quinta da Boa Vista, para continuar campanha no Rio.

A candidata defendeu que os brasileiros lhe darão a chance de disputar o segundo turno, “com tempo igual, para decidir qual mulher vai dirigir o Brasil”. “Estive em Salvador, berço de tudo, e senti que querem mulheres no segundo turno, e as duas (ela e Dilma])estarão no segundo turno, com tempo igual, discutindo propostas”, afirmou. Ela fica no Rio até amanhã, quando participa de debate na TV Record .

“Enganam-se os que quiseram estagnar o voto em um ou outro candidato. Teremos uma nova forma de encarar o governo, sem as velhas alianças e os atravessadores da política. Cristovam Buarque estará comigo. As pessoas estão constrangidas com o vale-tudo eleitoral", afirmou.

De acordo com Marina Silva, sua aposta é “principalmente na mobilização espontânea, presencial e virtual”. “Nossa mensagem encanta, apaixona. Vejo na campanha reações como não via há muito na política”, disse.

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