Marina alfineta Dilma em entrevista

A pré-candidata do PV à Presidência questionou declaração da petista de que tributo sobre remédio seria "inaceitável"

iG São Paulo |

Em entrevista à rádio BandNews FM na tarde desta quarta-feira em São Paulo, a pré-candidata do PV Marina Silva atacou a adversária petista Dilma Rousseff. A senadora comentou declaração da ex-ministra hoje, dizendo que é "inaceitável” tributação nos remédios. “Oito anos de governo e ela acabou de descobrir isso?”, perguntou Marina.

AE
Marina concede entrevista a Boris Casoy na BandNews FM
A candidata também criticou a política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação a países como Cuba e Irã. E elogiou em relação a África. Para a senadora, a liberdade de expressão é importante em todo os lugares. “Não se pode relativizar os direitos humanos”, disse. Porém, Marina fez um elogio no final da entrevista ao jornalista Boris Casoy. “Não tenho problema em reconhecer os méritos dos governos anteriores, de Lula e FHC. Lula, por exemplo, quebrou o paradigma de que era preciso crescer para depois repartir”, disse."

Marina havia atacado o governo antes, na pergunta sobre o leilão da hidrelétrica de Belo Monte. A pré-candidata reiterou a opinião de que o processo deveria ter sido suspenso. "Defendi que o leilão fosse suspenso até que todos os problemas estivessem resolvidos". Ela lembrou que a licença ambiental foi concedida com os mesmos problemas de 20 anos atrás. Segundo Marina, a diferença é que agora há um novo problema: o da inviabilidade econômica.

A ex-ministra defendeu sua passagem pela pasta do Meio Ambiente ao dizer que só foram concedidas licenças para as hidrelétricas do rio Madeira quando todos os problemas já estavam sanados.

Novamente, Marina falou de sua tese sobre o primeiro e o segundo turnos. Segundo a verde, no primeiro turno o eleitor vota em quem acredita. No segundo, tenta se desviar do pior candidato. Ela também reafirmou a opinião de que os brasileiros não vão comprar um plebiscito entre Dilma e Serra (PSDB), de uma eleição polarizada.

“Na tese do plebiscito vale tudo, até copiar proposta do outro, em vez de fazer o debate que interessa”, afirmou. A senadora criticou a pressão para que o deputado Ciro Gomes (PSB) retirasse a candidatura. “Cassaram o direito do Ciro de ser candidato e da população de ter um leque mais amplo de opções”.

A ex-ministra reforçou ser contra a reeleição e propõe mandato de cinco anos de governo, assim como seu adversário José Serra.

Marina definiu como um câncer maligno corrupção na política. Ela disse ainda ser contra o foro privilegiado e a favor de instutuições corretas e virtuosas, que possam corrigir falhas humanas.

Sobre educação e saúde, a pré-candidata lembrou sua história. “O que fez diferença na minha vida foi a educação. Também sei como é ser tratada como indigente em hospital público. Para mim, melhorar educação e saúde não é promessa. É compromisso de vida".

A pré-candidata afirmou que não pretende fazer nenhuma aventura em relação à política econômica, cujo tripé continuará sendo controle da inflação, superávit primário e câmbio flutuante, além de um BC com autonomia.

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