Marcos Mendes desafia adversários em prestação de contas

Detalhamento de contas é uma obrigação imposta pela Lei Eleitoral, mas pode ser feito depois do fim do pleito

Lucas Esteves, iG Bahia |

Com uma arrecadação financeira orçada até o momento em R$ 13.368, a campanha do candidato ao governo da Bahia Marcos Mendes (PSOL) desafiou os concorrentes a mostrar ao eleitor a real arrecadação dos partidos, bem como explicitar os doadores da campanha. Segundo Mendes, a iniciativa visa esclarecer o eleitorado quanto aos grupos que se declaram apoio às candidaturas majoritárias.

A prestação de contas detalhada é uma obrigação imposta pela Lei Eleitoral, mas pode ser feita depois do fim do pleito. O PSOL, no entanto, decidiu antecipar o fato alegando defender a transparência do processo. Segundo o balanço, o fundo de repasse partidário do PSOL nacional foi responsável por 77% das verbas que o diretório baiano dispõe para tentar eleger o geólogo governador. Em números, esta porcentagem corresponde a R$ 10.033.

A campanha recebeu, de acordo com a declaração do partido, doações de apenas duas pessoas físicas, identificadas como Guilherme da Silva e Oduvaldo da Silva. Boa parte do dinheiro está sendo usada para financiar panfletagens – a maioria em Salvador e Região Metropolitana – e edição de programa eleitoral. “(Antecipar a prestação) é uma forma de o eleitor saber quem está financiando os projetos apresentados antes de votar. Resta agora meus adversários serem honestos e informarem aos eleitores quem os financiam verdadeiramente", provocou.

A questão do financiamento privado de campanha é um dos argumentos mais usados pelo candidato ao longo de sua propaganda eleitoral e participação em debates entre candidatos. Esta semana, em um encontro realizado pela TV Record, Mendes acusou pessoalmente o governador Jaques Wagner (PT) de facilitar o ganho de licitações públicas por parte das empreiteiras OAS e Odebrecht que, segundo ele, seriam seus principais financiadores de campanha desde que se elegeu pela primeira vez, em 2006. O gestor, por sua vez, negou que fraudasse seleções públicas para obras.

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