Marco Aurélio também condena violação de sigilo de tucanos

Ministro, que integra o STF e o TSE, diz que num estado democrático é preciso 'preservar certos valores'

Agência Estado |

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O ministro Marco Aurélio Mello, que integra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), classificou hoje como "péssima" a quebra de sigilo fiscal de integrantes do PSDB. "Num estado democrático de direito, há de se preservar certos valores", disse.

Segundo ele, o valor coberto por sigilo é um valor maior. "Não cabe bisbilhotice", afirmou. De acordo com Marco Aurélio, é sintomático que a quebra de sigilo tenha ocorrido durante o período eleitoral. "No campo eleitoral, não há espaço para o golpe baixo", declarou.

A Receita Federal vasculhou, em sequência e num mesmo dia, os dados fiscais sigilosos do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de mais três pessoas ligadas ao comando do partido. Até então, sabia-se que apenas os dados de Eduardo Jorge haviam sido alvo de acesso e vazamento. As consultas ocorreram num intervalo de 15 minutos e atingiram outros três nomes vinculados à direção tucana. No dia 8 de outubro de 2009, servidores do Fisco abriram, a partir do mesmo computador, os dados sigilosos de Eduardo Jorge e de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado.

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