Márcio Fortes nega que PAC 2 seja eleitoreiro

O ministro das Cidades, Márcio Fortes, disse hoje que não vê o Programa de Aceleração do Crescimento como um programa eleitoreiro

Agência Brasil |

O ministro das Cidades, Márcio Fortes, disse hoje (18) que não vê o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como um programa eleitoreiro. Perguntado sobre os possíveis benefícios que o lançamento da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), em ano eleitoral, poderia trazer à pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ele respondeu que o PAC 2 é resultado de uma parceria suprapartidária. 

“O PAC 2 não tem força nesse sentido [de divulgar a candidatura de Dilma]. Ele é resultado de uma parceria suprapartidária”, disse. Segundo o ministro, estados governados por partidos de oposição ao governo federal, como o Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais foram alguns dos que receberam maior repasse de verbas do PAC até agora. “Se fosse partidário, só haveria envolvimentos de estados e municípios ou da oposição ou da situação”, afirmou.

Fortes se reuniu com prefeitos de cidades com até 50 mil habitantes para apresentar as ampliações que foram promovidas no PAC para atender esses municípios. A partir de agora, as verbas repassadas às cidades pequenas poderão contemplar também projetos de saneamento, construção de quadras esportivas em colégios, melhorias em creches, pré-escolas e unidades básicas de saúde, além da pavimentação de vias urbanas e compra de equipamentos para recuperação de estradas vicinais.

No PAC 2, os investimentos em energia são 56% maiores e, em ações sociais e urbanas, 63%. Para logística, o orçamento continua o mesmo. O aumento de repasses para os projetos sociais e urbanos se devem à inclusão de ações de prevenção de riscos, como a contenção de encostas.

A coordenadora-geral do PAC, Miriam Belchior, reconheceu que algumas obras do PAC 1 não foram executadas, apesar do repasse de verbas, e disse que o governo federal deve oferecer melhor apoio às prefeituras. “Nós temos que considerar a fragilidade dos pequenos municípios. Muitos têm dificuldades institucionais como, por exemplo, não ter um engenheiro para fazer o projeto e, às vezes, não é possível executar os recursos”.

Fortes disse que os municípios que tiveram melhor desempenho no PAC 1 terão preferência no novo programa. Ontem (17), ele esteve reunido com prefeitos de cidades com população entre 50 mil e 100 mil habitantes. Na quarta-feira passada (12), foram os representantes de cidades maiores que ouviram as propostas do PAC 2 para o seu grupo.

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