Mantega admite que quebra de sigilos é 'muito maior'

Ministro afirma que não há sistemas invioláveis, mas que o governo buscará dar mais segurança aos contribuintes

Agência Estado |

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu hoje que não foi apenas o sigilo de algumas pessoas com vinculações políticas que foi quebrado na Receita Federal. Sem quantificar este universo, ele revelou: "Na verdade, não foi só o sigilo de algumas pessoas com vinculações partidárias que foi quebrado. Foi um número muito maior. Portanto, isso tem que ser investigado e está sendo investigado por uma comissão de sindicância com toda serenidade possível." Entre os que já tiveram o sigilo violado estão o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, partidários tucanos e Verônica Serra, filha do presidenciável do partido, José Serra.

Em entrevista coletiva realizada hoje em São Paulo, o ministro voltou a dizer que não há sistemas invioláveis. "Outro dia, aqui no centro de São Paulo, você podia comprar disquete até com informações de bancos privados. Portanto, não é fácil, mas nós temos que nos aperfeiçoar." Ele ainda destacou já ter recomendado à Receita Federal que mude o seu sistema de segurança. "Nós vamos aperfeiçoar (o sistema) para dar mais segurança aos contribuintes."

Apesar da repercussão do episódio, Mantega disse que o caso está sendo investigado por uma comissão de sindicância "com toda serenidade possível". Segundo ele, as informações têm sido trazidas ao público, "tanto que todos os dias tem novas notícias nos jornais". O ministro afirmou que o governo tem melhorado o sistema de segurança da Receita.

Mantega disse também que vazamentos já ocorreram no passado. "Quando isso ocorre, a gente detecta o vazamento, coíbe, pune e muda o sistema." Mas lamentou: "Infelizmente os contraventores acham uma forma de furar o sistema."

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