Mandantes da morte de vereador são presos no Acre

Vereadora e secretários municipais presos pela Polícia são acusados de mandar executar Fernando da Costa

Nayanne Santana, iG Acre e Rondônia |

A Polícia Civil do Acre prendeu nesta sexta-feira quatro pessoas acusadas de serem os mandantes do assassinato do vereador do município de Acrelândia, Fernando da Costa, o Pinté. O parlamentar foi executado com seis tiros a queima roupa, na varanda da própria casa, em maio deste ano.Os acusados de mandar executar o parlamentar, segundo a PC, são:

A vereadora e tesoureira da Câmara de Acrelândia, Maria da Conceição Araújo, mãe do prefeito de Acrelândia, Carlinhos Araújo (PSB); o secretário municipal de Administração e chefe de gabinete da Prefeitura, Jonas Vieira; o secretário de Educação, Joaba Carneiro da Silva; Carlos Henrique Pereira do Lago, preso no Amazonas e encaminhado ao Acre e José Valcir, que está foragido.

Segundo o Secretário Estadual de Polícia Civil, Emylson Farias, os acusados fizeram um consórcio e contrataram Carlos Pereira Lago, que cobrou R$ 30 mil para assassinar o parlamentar. No inquérito consta que o autor dos disparos é Jhonatas Alves, preso desde 31 de maio último.

A Polícia investiga agora se dinheiro utilizado para financiar a morte de Pinté tenha sido desviado das Secretarias de Obras e Educação do município de Acrelândia, mas não tem dúvidas sobre os motivos do crime: o vereador foi morto porque pretendia denunciar na Câmara de Vereadores de Acrelândia o desvio de verba pública e outros crimes ligados à corrupção, que eram "cometidos pelos acusados".

A esposa de Pinté, Glaucia Nunes, revelou que inúmeras vezes foi convidada por Maria Conceição para ir à Igreja e que outros acusados chegaram a ser convidados para jantares e reuniões na casa do parlamentar assassinado.Depois que o marido morreu, Glaucia Nunes mudou de Acrelândia por medo de ser morta pelos menos mandantes da execução de Pinté.

A esposa declarou que fez questão de ir à sede da Direção Geral de Polícia Civil para agradecer o trabalho dos agentes e delegados que ajudaram a encontrar os acusados de assassinar o parlamentar.

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