Maluf diz que impugnação é 'injusta' e promete recorrer

Parlamentar alega que, em 43 anos de vida pública, não recebeu nenhuma condenação penal e que continua candidato

Agência Estado |

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O deputado Paulo Maluf (PP-SP), que fez campanha hoje em Bauru e Agudos, na região central do Estado de São Paulo, disse que a impugnação de sua candidatura "é uma decisão injusta". "Eu tenho 43 anos de vida pública e não tenho nenhuma condenação penal", justificou. Ele afirmou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, se necessário ao Supremo Tribunal Federal (STF), porque o recurso que apresentou ao processo tem efeito suspensivo. "Eu continuo candidato na certeza de que fui o homem publico que mais realizou por este Estado."

"Pela lei (a Ficha Limpa) eu posso ser candidato porque a ela impede a candidatura de quem tenha condenação que tenha transitado em julgado por tribunal superior, e a minha não transitou, porque tem um efeito suspensivo, um embargo infringente. Logo, eu não tenho nenhuma condenação, porque aquela condenação que eles dizem que eu tive não é verdade, o julgamento não terminou e eu posso ser inocentado", disse.

Em abril, Maluf foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP) por improbidade administrativa pelo suposto envolvimento na compra superfaturada de frangos quando era prefeito da capital paulista, em 1996. Ontem, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) negou o registro de candidatura dele. O candidato lembrou que teve os votos favoráveis de dois juízes do TRE e isso favorecerá a sua argumentação nas instâncias superiores.

Falando sobre a sentença que serve de base para sua impugnação, Maluf disse que "a acusação de que houve um prejuízo para a Prefeitura de R$ 22 mil é ridícula". "A Lei da Ficha Limpa diz que precisa haver dolo. Não dá para acusar o Paulo Maluf de ter enriquecido com a compra dos frangos."

EUA
Maluf também procurou minimizar os problemas que tem com a promotoria de Nova York, nos Estados Unidos, que o investiga sobre o envio irregular de dólares supostamente resultantes do superfaturamento de obras públicas. "Eu tenho lá uma acusação sem processo. E vocês sabem, os EUA invadem o Iraque, o Afeganistão, ameaça o Irã, mas o Brasil não é o quintal deles. O procurador de Nova York quer me ouvir", afirmou.

Ele quis deixar claro que não se nega a dar informações sobre o assunto, mas quer fazê-lo no Brasil, não nos EUA. "Eu tenho de ser ouvido pela Justiça daqui. Ninguém pode obrigar um cidadão brasileiro a se deslocar para Nova York, Paris, Frankfurt, Londres ou para Tóquio, para depor. A gente depõe no país de origem e eu aqui estou à disposição."

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