Mais de 140 pessoas tiveram CPF acessado em agência da Receita

Corregedoria apontou nomes que tiveram seus dados expostos pelos computadores que levantaram declarações de vice-presidente tucano

Danilo Fariello, iG Brasília |

Mais de 140 pessoas tiveram seus dados fiscais acessados na agência da Receita Federal em Mauá (SP) no fim do ano passado. Esses CPFs foram apontados no processo aberto pela Corregedoria da Receita Federal para apurar o vazamento de informações sigilosas. Essa lista foi obtida nos computadores suspeitos da mesma agência que acessou as declarações de imposto de renda de Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB. O inquérito ainda não foi concluído.

Na lista de CPFs constam os de Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil, Gregório Marin Preciado, ex-sócio do candidato do PSDB José Serra, e Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro das Comunicações no governo FHC. Entre os mais de 140 CPFs, porém, pode haver acessos feitos a pedido de contribuintes na própria agência.

Considerando a conduta “criminosa de alta gravidade”, os partidos da oposição (PSDB, DEM e PPS) moveram hoje duas ações jurídicas por conta das investigações para montagem de um suposto dossiê. A primeira é uma representação na Procuradoria Geral da República pedindo a investigação do suposto envolvimento do governo federal e do PT na violação dos dados de pessoas ligadas a Serra

Para os partidos de oposição, conforme consta do requerimento, a ação “tem claro objetivo de influir no resultado das eleições presidenciais, criando boatos contra o presidenciável José Serra e seus aliados.”

A outra ação da oposição será enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e sua campanha. Para a oposição, a violação dos dados configura crime eleitora e uso abusivo do poder do Estado para fins políticos.

Na outra mão, a direção do PT alega que vai processar Serra por injúria e difamação. A sigla defende que o tucano denegriu a honra da agremiação e de sua candidata ao dizer que eles são os responsáveis pela quebra do sigilo dos tucanos.

A Receita Federal e o Ministério da Fazenda ainda não se manifestaram oficalmente sobre o vazamento dos dados ou sobre a apuração do caso pela Corregedoria.

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