MA: diferença entre 1º e 2º turno foi de 4,8 mil votos

Roseana Sarney conseguiu atingir 50% dos votos faltando apenas 117 urnas para apuração

Wilson Lima, iG Maranhão |

Nunca na história do Maranhão, uma eleição foi definida por um número tão reduzido de votos. A diferença entre Roseana Sarney (PMDB) e seus outros adversários somados foi de apenas 4.877 votos. Isso representa apenas 0,14% dos votos válidos dessa eleição no Estado. Conforme os dados consolidados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) divulgados na madrugada de hoje, Roseana teve 1,4 milhões de votos ou 50,08% dos votos válidos. Flávio Dino foi o segundo colocado com 29,49% (859 mil votos) e Jackson Lago (PDT) o terceiro com 19,54% (569 mil votos). O índice de abstenção no Maranhão foi de 23,97%.

AE
A governadora do Maranhão e candidata à reeleição, Roseana Sarney (PMDB), faz pose para foto após concluir seu voto no Colégio Santa Tereza, em São Luís
As últimas pesquisas de intenção de votos já indicavam um cenário de indefinição no Maranhão. Desde o início do processo eleitoral, nenhum instituto de pesquisa apontava uma vitória folgada em primeiro turno ou a certeza completa de um segundo turno. Mesmo a pesquisa Ibope de boca de urna, divulgada ontem, indicava a possibilidade da decisão sair em um único turno. Muito embora, com uma possibilidade mais concreta de que a disputa fosse para um turno complementar.

Na hora da apuração, mesmo faltando 2% de urnas para serem apuradas, era difícil precisar se o cenário eleitoral no Estado seria definido em primeiro ou em segundo turno. A certeza de que as eleições no Maranhão iriam ou não para um segundo turno, ocorreu apenas após a apuração de votos de algumas cidades consideradas pequenas, como Brejo de Areia, que até às 23h20 não apuração finalizada em função de problemas de logística e com a finalização da apuração em Caxias, onde Roseana normalmente não tem uma votação expressiva. Em Caxias, Flávio Dino venceu com 45,6% dos votos e a peemedebista teve 44,3% dos votos.

No início da votação, Roseana chegou a ter 52% dos votos válidos mas com a abertura de urnas de cidades onde ela não tem uma forte votação, como Açailândia e Imperatriz, ela perdia momentaneamente as chances de vencer em primeiro turno. A situação, no entanto, foi invertida faltando 117 urnas para apurar no Maranhão, quando Roseana conseguiu uma vantagem de 113 votos em relação a seus adversários somados. Essa não é a primeira vez que uma eleição no Maranhão foi decidida voto a voto. Em 1994, a própria Roseana venceu a sua primeira eleição ao governo do Maranhão por apenas 18,2 mil votos.

Além dessa indefinição, a votação no Maranhão foi marcada por algumas surpresas. Em cidades onde normalmente Roseana não obtém uma boa votação, a governadora conseguiu vencer seus adversários ou pelo menos neutralizar os índices de rejeição. Em São Luís, por exemplo, Roseana conseguiu vencer por 43,24% dos votos válidos, contra 37,96% de Flávio Dino e 14,45% de Jackson Lago. Em contrapartida, no segundo maior colégio eleitoral do Estado, Roseana perdeu de forma arrasadora. Jackson teve 73,63% dos votos, contra 14,48% da peemedebista e 11,5% de Flávio Dino.

Campanha
A campanha ao governo do Estado foi marcada pela falta de recursos da candidatura de Jackson Lago, mas pelo crescimento expressivo de Flávio Dino. Roseana Sarney, mesmo contando com o apoio do presidente Lula, não conseguiu crescer exponencialmente. Dino apostou em uma campanha voltada para ‘o novo’, tentando mostrar um caminho alternativo entre os dois grupos políticos que dominaram o Estado nos últimos anos. A campanha de Lago foi calcada nos intensos ataques contra a filha do senador José Sarney e a campanha de Roseana foi focada nas propostas de construção de grandes obras em todo o Maranhão, entre as quais avenidas em São Luís e hospitais no interior do Estado.

Além de conseguir o governo do Estado, Roseana ainda fez a maioria na Assembleia Legislativa. Dos 42 deputados, a base do governo terá 30 deputados estaduais. Os dois senadores eleitos no Maranhão, Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB), também são da coligação “O Maranhão não pode parar”, que integrou 17 partidos, incluído o PT.

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