Lula promete cobrar empenho de ministros em fim de mandato

"Se alguém quiser fazer campanha depois do seu expediente, vá de carro particular, mas eu os quero trabalhando¿, diz presidente

Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse temer, nesta segunda-feira, que o processo eleitoral influencie no desempenho de seus ministros nos últimos quatro meses e meio de seu governo.

O presidente tem agendado para esta terça-feira uma reunião com os atuais ministros para cobrar empenho na reta final – os “titulares”, entre eles a presidenciável Dilma Rousseff (Casa Civil), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Tarso Genro (Justiça) deixaram o governo para disputar as eleições.

AE/WERTHER SANTANA
O presidente Lula, que nesta segunda-feira discursou para empresários brasileiros e salvadorenhos na Fiesp

“Não vou pedir para nenhum ministro fazer campanha política, cada ministro tem que ser ministro. Se alguém quiser fazer campanha depois do seu expediente, vá de carro particular, faça o que quiser, mas eu os quero trabalhando”, disse o petista, que prometeu cobrar os subalternos até as 23h59 do dia 31 de dezembro, quando se encerra seu mandato.

“Eu não quero que aconteça o que acontece em fim de governo. Tem gente que para de trabalhar, tem ministro que não vai mais, o governo não cobra mais”.

Segundo Lula, cabe aos ministros deixarem “bem preparadas para depois” as obras iniciadas durante seu governo e é isso que será passada nas cerca de duas horas estimadas do encontro. “Só eu vou falar”, disse Lula, após encontro com o presidente de El Salvador, Maurício Funes , em evento realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Colômbia

Recém-chegado de uma viagem para a Colômbia, onde assistiu à solenidade de posse do presidente Juan Manuel Santos, Lula afirmou ser um “otimista inveterado” sobre a normalização das relações entre o país vizinho e a Venezuela – as relações diplomáticas estão rompidas desde o mês passado, quando Bogotá acusou Caracas de abrigar guerrilheiros das Farc em seu território.

“Tanto a Colômbia quanto a Venezuela têm que cuidar de restabelecer a harmonia entre os dois Estados, ou seja, voltar à normalidade política, voltar as embaixadas a funcionarem, o comércio a funcionar. Eu acho que é isso que precisa ser feito em um primeiro momento”.

Sobre as Farc, Lula disse que se trata de uma questão que diz respeito somente à Colômbia. “Nós só nos moveremos se a Colômbia pedir alguma coisa; se não pedir, é um problema interno da Colômbia que tem que ser resolvido pela Colômbia. Portanto, não me pergunte como é que o presidente vai agir daqui para frente”.

Lula disse ainda que pede a Deus que abençoe Santos no processo de construção de paz na Colômbia e tenha sorte na reunião que terá com o presidente Hugo Chávez, durante esta semana, para resolver situação.

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