Lula orienta Dilma sobre caso Erenice

Sobre Paulo Preto, candidata disse que o governo Lula "investiga e pune" enquanto o tucano "acoberta e não pune"

Agência Estado |

selo

Foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o autor da estratégia adotada por Dilma Rousseff (PT) no debate de domingo da Rede TV! em relação à ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. Na semana passada, Lula disse à candidata do PT que ela não demonstrava "indignação" ao falar de Erenice e parecia passar a mão na cabeça da ex-auxiliar. Dilma treinou várias vezes a resposta sobre Erenice, certa de que seria questionada sobre o assunto. "As pessoas erram e Erenice errou. Considero a questão de Erenice com muita indignação", afirmou a petista.

A tática foi repetida ontem, em entrevista da candidata ao Jornal Nacional, da TV Globo . Ex-ministra da Casa Civil, Dilma aposta agora no efeito bumerangue para voltar a acusação contra o candidato do PSDB, José Serra , e dizer que, enquanto o governo Lula "investiga e pune", o tucano "acoberta e não pune". Trata-se de uma referência ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, suspeito de ter desviado doações da campanha do PSDB.

Nos bastidores, porém, Dilma admite que o escândalo envolvendo Erenice - acusada de nomear amigos e parentes que comandaram um esquema de tráfico de influência no gabinete próximo ao presidente - pesou mais para a realização do segundo turno do que a polêmica do aborto.

Convencido de que a crise na Casa Civil tinha alto potencial de desgaste, o marqueteiro João Santana foi um dos maiores defensores da demissão de Erenice, ocorrida em 16 de setembro. "Aquilo tudo foi muito doloroso para Dilma. Ela confiava em Erenice e ficou muito machucada", contou o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Leia tudo sobre: eleições dilmaeleições serrapleito 2010

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG