Lula mantém Erenice, mas cobra reação rápida

Na avaliação do Planalto, o episódio causa estragos na campanha de Dilma Rousseff (PT)

Agência Estado |

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou reação rápida da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, à denúncia de envolvimento num esquema de lobby no governo. Por enquanto, Erenice será mantida no cargo, mas pode cair se aparecerem novas acusações. Na avaliação do Planalto, o episódio causa estragos na campanha de Dilma Rousseff (PT).

Lula e a equipe de Dilma estão preocupados com a repercussão do caso. Na noite de ontem, por exemplo, as principais emissoras de TV deram destaque ao assunto do tráfico de influência na Casa Civil.

O governo foi informado de que haverá novas denúncias sobre a atuação de parentes de Erenice. "Se começar a pipocar uma coisa aqui e outra ali, muda o cenário. Aí ela terá de se afastar", disse ao jornal O Estado de S. Paulo um dos auxiliares de Lula. "Recomenda-se agilidade no tempo eleitoral."

Há menos de seis meses no cargo, Erenice foi secretária executiva da Casa Civil quando Dilma era ministra, de junho de 2005 a março deste ano. Sempre foi definida como "braço direito" da atual candidata do PT. Antes da Casa Civil, ela ocupou a assessoria jurídica do Ministério de Minas e Energia, também escalada por Dilma.

Em conversas reservadas, Lula tem dito que aprendeu uma "lição de ouro" em dois mandatos: quando o escândalo bate à porta, é melhor demitir logo a tentar manter o ministro "sangrando". Nessas ocasiões, o presidente sempre lembra que demorou a se decidir pelo afastamento de José Dirceu, antecessor de Dilma na Casa Civil, e de Antonio Palocci - ex-ministro da Fazenda e hoje um dos principais coordenadores da campanha -, prolongando crises. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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