Lula embarca na campanha, mas não sobe em dois palanques

Presidente avisou à equipe de Dilma que, a partir do dia 11 de julho, estará à disposição fora do expediente

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou aos comandantes da campanha de Dilma Rousseff que a partir do dia 11 de julho estará inteiramente à disposição para fazer campanha fora do horário de trabalho. Lula, no entanto, fez uma ressalva. Ele não vai subir em dois palanques nos Estados em que a base aliada está dividida.

“Ele (Lula) me disse que não faz sentido subir em dois palanques pois não dá para dizer que apoia mais de um candidato em cada Estado. Já a Dilma está liberada porque pode dizer que está recebendo dois apoios”, disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Segundo o PT, Dilma deve ter dois palanques em pelo menos seis Estados. Dilma subirá em todos eles respeitando as disputas e rivalidades locais. Já Lula, o mais cobiçado cabo-eleitoral do país, escolherá pessoalmente seus candidatos em cada Estado. “Onde tivermos dois palanques a decisão será do próprio Lula”, disse o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, um dos coordenadores da campanha de Dilma.

Embora Lula já tenha comunicado sua decisão, o PT vai pressionar o presidente. “Vou defender que o Lula deve ir em qualquer lugar onde a Dilma puder ter votos”, disse o secretário nacional de Organização do PT, Paulo Frateschi, um dos principais responsáveis pela montagem dos palanques estaduais da candidata. “Não conseguimos unificar os palanques em todos os estados mas fizemos absolutamente tudo que pudemos”, completou Frateschi.

Em conversas reservadas, os dirigentes petistas admitem que a decisão de Lula causará problemas com os aliados nos estados. “Muita gente veio para o nosso lado porque sabe que colar a imagem em Lula é a maior fonte de votos desta eleição”, disse um dirigente.

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