Protagonistas da sucessão presidencial mereceram cada um uma única menção dos candidatos ao governo da Bahia

Nem Dilma, nem Serra, Marina ou Plínio. No primeiro debate da campanha baiana pelo governo do Estado, o nome do presidente Lula foi o mais citado entre os personagens não-baianos que participam do pleito indiretamente. Apesar dos quatro principais presidenciáveis de 2010 estarem representados no encontro, a imagem do mandatário nacional dominou os discursos.

Naturalmente, os que mais evocaram a figura de Lula foram o petista Jaques Wagner e Geddel Vieira Lima (PMDB), ex-ministro da Integração Nacional, que fazem parte da base política da chapa de Dilma Rousseff. O primeiro por alegar que agrega à Bahia a experiência nacional que o ex-sindicalista trouxe ao Brasil há oito anos. O segundo por atribuir a Lula boa parte de seu conhecimento atual da realidade baiana que o levou a decidir pela disputa ao governo.

Já Marcos Mendes (PSOL) criticou a atuação do presidente junto aos empresários, afirmando que existe nessa relação um comprometimento mais forte com o lucro do que com o meio-ambiente. Luiz Bassuma (PV) falou sobre o fisiologismo petista implantado por Lula em Brasília e aproveitou para dizer que um governo verde no Estado acabaria com loteamento da máquina e atuaria na fiscalização e erradicação da corrupção.

Os protagonistas da sucessão presidencial mereceram cada um uma única menção dos candidatos ao governo da Bahia. A menção a Dilma sequer foi feita pelo seu candidato prioritário, Jaques Wagner, mas sim por Geddel, que garantiu que será amigo da primeira presidente mulher do Brasil no ano que vem, quando for governador.

Já José Serra foi citado apenas quando Paulo Souto falou sobre a criação do Ministério da Segurança Pública em âmbito nacional para a ajudar a Bahia a enfrentar a violência, que somente entre janeiro e junho de 2010 já causou a morte de quase mil pessoas.

Marina Silva foi classificada por Bassuma com a pessoa que trará a única mudança real na política do Brasil. Plínio de Arruda Sampaio foi definido por Marcus Mendes como o único homem que tem a coragem de defender limites para as posses de terra e defender os reais interesses do trabalhador brasileiro.

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