Em comício na Boca Maldita, em Curitiba, presidente diz que negociação demorou porque políticos do Estado estavam "azedos"

No comício realizado nesta sábado na Boca Maldita, em Curitiba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que trabalhou muito para construir uma aliança com o senador Osmar Dias, candidato a governador pela Coligação A União Faz Um Novo Amanhã. “Chamei o Requião para jantar em Brasília e ele estava azedo; depois era o Osmar que estava azedo. Outra hora era o companheiro Pessuti que não queria”.

O processo de negociação durou dois anos, disse, unindo finalmente o PT ao PDT de Osmar Dias, ao PMDB do ex-governador Roberto Requião e do governador Orlando Pessuti, mais o PSC, PR e o PCdoB.

Cerca de 20 mil pessoas, segundo estimativa do comitê, foram ao comício de Lula e dos candidatos da coligação do senador Osmar Dias, mais a candidata a presidente Dilma Rousseff (PT). Último a falar, Lula pediu que, nas eleições de outubro, as pessoas comparem o Brasil de 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, com o atual. “Em que momento da história fomos tão respeitados no mundo quanto somos hoje?”, perguntou, provocando aplausos.

Lula disse ainda que se Dilma for eleita, terá que montar um governo “com a cara dela”, e fazer muito mais do que ele fez. “O paradigma mudou, um retirante nordestino, sem estudo, fez tudo isso. E agora essa moça (Dilma), com todo seu preparo, sabe que tem que fazer muito mais”, afirmou, sorridente.

De acordo com o presidente, governar não é difícil, “basta a gente saber de que lado está e quem vamos priorizar”. Lula disse ainda que a eleição de Dilma será importante como um voto de confiança nas mulheres. “Gostaria que o Paraná fosse um dos estados que ajudaram a vencer o preconceito contra a mulher brasileira”.

Marcada para 10 horas, o comício começou com atraso de uma hora e meia.

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