Lula: calúnias contra Dilma são um crime contra o Brasil

No horário eleitoral, programa de Serra não comenta violação de sigilo e o PSOL leva depoimento do caseiro Francenildo

Mario Rocha, iG São Paulo |

nullO horário eleitoral gratuito na TV na noite do feriado de 7 de setembro trouxe algumas novidades. Uma delas coube à campanha do PSOL, que apresentou o caseiro Francenildo dos Santos Costa, pivô da queda do ministro da Fazenda Antonio Palocci. Outra novidade veio da campanha do PSDB, que desta vez não tocou no assunto da violação do sigilo fiscal da filha de José Serra. Já o programa do PT trouxe o presidente Lula dizendo que mentiras e calúnias contra Dilma são um crime contra o Brasil e as brasileiras.

Em seu depoimento, Francenildo chamou José Serra (PSDB) de oportunista por ter usado sua imagem para tirar proveito eleitoral. Disse que PT e PSDB são muito parecidos e manifestou seu apoio ao Psol. O candidato do partido à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, aproveitou para criticar a “política do vale tudo”.

O horário eleitoral foi aberto com o programa do PSDB, que mostrou a imagem de um Serra intitulado de “ministro das grandes obras”. O programa foi recheado de mensagens de otimismo e imagens de um Brasil progressista, graças às obras desenvolvidas com a ajuda de Serra durante sua vasta carreira de homem público, tanto como ministro, como no comando da prefeitura de São Paulo e no governo estadual paulista.

Com uma dinâmica rápida na troca das imagens, foram apresentadas como de responsabilidade de Serra obras como siderurgias, escolas, barragens, açudes, hospitais, além de iniciativas como bilhete único integrado entre metrô e ônibus, centros de apoio ao trabalhador, ações para o Nordeste, Museu do Futebol, obras de saneamento.

Em seguida, o candidato apareceu em meio a populares nas ruas, entre “beijos, abraços e muita admiração”. O clima de otimismo só foi interrompido com a entrada em cena de um ator que, com base em vários depoimentos, criticou promessas não cumpridas pela candidata Dilma Rousseff, do PT.

O horário de Dilma começou com uma homenagem às mulheres que fizeram história no Brasil, como a compositora Chiquinha Gonzaga, a princesa Isabel e a artista Carmem Miranda. A idéia foi mostrar que as mulheres, como Dilma, podem fazer o Brasil melhorar. A candidata discursou enaltecendo resultados econômicos e sociais positivos do governo Lula e destacou que vai reforçar o Bolsa Família, os cursos de capacitação profissional e a agricultura familiar. Dilma disse ainda que usará parte dos recursos do Pré-Sal para combater a pobreza no País.

Na sequência das promessas, Dilma afirmou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal continuarão a estimular o crescimento econômico e que um eventual governo dela vai criar o Ministério da Micro e Pequena Empresa. A candidata ainda abordou temas como Copa do Mundo e Olimpíada, que segundo ela servirão como instrumentos para tornar o Brasil “uma potência esportiva e um campeão em oportunidade para os jovens”.

O destaque do programa ficou com o depoimento do presidente Lula, que pediu uma reflexão aos brasileiros. E disse que “infelizmente o candidato da turma do contra partiu para ataques pessoais e para a baixaria”. Lula afirmou lamentar esse comportamento, mas acrescentou estar confiante de que o povo brasileiro saberá separar o joio do trigo. “Mentiras e calúnias contra a Dilma são um crime contra o Brasil e contra a mulher brasileira”, afirmou.

O programa da candidata petista foi encerrado com um clipe mostrando imagens de um Brasil produtivo, de diversidade cultural, natureza exuberante e gente feliz, tendo ao fundo a execução da primeira parte do Hino Nacional cantada em ritmo de samba.

Marina Silva, do PV, levou ao ar um depoimento do ator Marcos Palmeira, que pediu votos para conduzir a candidata verde ao segundo turno. Marina, por sua vez, criticou o “país do desperdício”, citando o desperdício de alimentos, de água, do lixo sem reciclagem e o pior de todos os desperdícios, “que é a corrupção e um governo ineficiente e inchado”. Por fim, propôs um “Brasil eficiente”.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG