Luiz Paulo promete mais agressividade na reta final

Campanha de tucano admite dificuldades para chegar ao segundo turno diante dos 61% de intenções de voto a Casagrande

Manuela Andreoni, iG Rio de Janeiro |

A 17 dias das eleições, o candidato do PSDB ao governo do Estado do Espírito Santo, Luiz Paulo Vellozo Lucas, planeja uma campanha mais agressiva para a reta final e tenta garantir uma vaga no segundo turno, possibilidade que coordenadores de sua própria campanha admitem ser remota.

No comitê de campanha do candidato, já se aceita a ideia de que a disputa seja encerrada no primeiro turno. O senador Renato Casagrande (PSB), candidato governista, com 61% das intenções de voto, é favorito. Ele abriu vantagem de 49 pontos percentuais na última pesquisa do Ibope (11/09), diante dos 12% em que se mantém o tucano.

“Aqui no Espírito Santo, temos uma eleição que dificilmente vai chegar ao segundo turno”, admite o coordenador de campanha Cezar Vazquez. De acordo com ele, o problema é o fato de a terceira candidata, Brice Bragato (PSOL), ter apenas 1% das intenções, o que dificultaria a pulverização dos votos.

Vazquez destaca que a campanha tucana, da coligação “O Espírito Santo quer Mais”, enfrenta uma aliança que envolve o atual governador Paulo Hartung (PMDB), o governo federal e muitas das prefeituras – inclusive a da capital, que é do PT.

Além disso, o tucano também encontra dificuldades para angariar recursos. Até setembro arrecadou pouco mais de metade do que o adversário :R$2,9 milhões contra R$ 4,9 milhões de Casagrande. “Gostaríamos de ter mais recursos, isso gera alguma dificuldade", reconhece Vazquez. "Mas nos julgamos vitoriosos desde a partida. Conseguimos nos inserir no debate contra todo o poder estadual, os municipais, o federal”, avalia.

Apelo à direção nacional do partido

De acordo com Vazquez, a arrecadação da campanha de Vellozo Lucas deve chegar aos R$ 6 milhões, contando com os fundos que devem ser enviados pelo PSDB nacional. O dinheiro, se chegar, será investido em ações mais agressivas no horário eleitoral. " Queremos enfatizar as contradições do lado de lá", antecipa. "Mostrar que a coligação que apóia o candidato do Hartung ( atual governador ) tem muito pouco a ver com a que apoiou o seu governo. Falar que essa coligação ( de Casagrande ) já quebrou o governo do Vitor Buaiz ( 1995-1999 ), quebrou a prefeitura de Vitória ( de João Coser, do PT )”, afirma o coordenador tucano.

Casagrande, por outro lado, deve continuar no mesmo ritmo e espera atingir a marca de pelo menos R$ 8 milhões até o fim das eleições. Maurício Duque, coordenador da campanha governista, disse acreditar na vitória no primeiro turno.

“A gente vai chegar próximo ao que foi estimado, os R$ 10,4 milhões”, disse Duque.

A estratégia do comitê de Casagrande é apostar na presença de rua, com panfletos, banners e bandeiras. “Estamos trabalhando para que esse resultado ( das pesquisas de intenção de voto ) efetivamente se realizem”, afirmou Duque.


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