Limite de gastos de presidenciáveis aumenta 50% em relação a 2006

Gasto máximo do PSDB por eleitor será de R$ 1,34. Em 2006 valor ficou em R$ 0,91. PT elevou custo de R$ 1,11 para R$ 1,17

Severino Motta e Adriano Ceolin, iG Brasília |

A projeção de gastos dos principais candidatos à Presidência da República deste ano mostra que a campanha no Brasil deve ficar 50,5% mais cara que a de 2006. Quatro anos atrás, o total estimado pelos candidatos mais bem posicionados nas pesquisas foi de R$ 283,6 milhões - em valores atualizados pelo índice de inflação oficial do governo, o IPCA. Para 2010, Marina Silva (PV), Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) estimaram gastos de até R$ 427 milhões.

O tucano foi quem estimou o valor mais alto para a campanha: R$ 180 milhões. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 134 milhões de pessoas estarão aptas a votar em outubro. Desse modo, o valor de cada voto será de R$ 1,34, o que representa um aumento de 47% em relação à última disputa presidencial tucana. O limite da campanha de Geraldo Alckmin, corrigido, ficou em R$ 114,5 milhões, um custo de R$ 0,91 para cada eleitor - que na época somavam 124,5 milhões de pessoas.

Com Dilma como candidata ao Palácio do Planalto pode-se dizer que o PT fez apenas um reajuste em relação ao total de gastos de 2006 - quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputou a reeleição. Há quatro anos, os petistas planejaram gastar até R$ 138,6 milhões, em valores corrigidos. Este ano, o teto ficou em R$ 157 milhões. Por cabeça, o voto petista valerá R$ 1,17, seis centavos a mais que o de quatro anos atrás, que ficou em R$ 1,11.

Terceira candidata com mais chances de vencer até agora, Marina Silva (PV) foi a que apresentou um limite de gasto mais comedido: R$ 90 milhões - metade do teto estimado por Serra. Em 2006, o PV não teve candidato ao Palácio do Planalto. Este ano, de acordo com as projeções da candidatura verde, o valor do voto a ser conquistado por Marina é estimado em R$ 0,67 por eleitor.

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