Líderes vão ao TSE por fim da "verticalização na televisão"

Líderes foram ao presidente do TSE e saíram otimistas sobre reversão da consulta que pode verticalizar o horário eleitoral

Severino Motta, iG Brasília |

Líderes da Câmara fizeram uma visita nesta terça-feira ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, e manifestaram “preocupação” com a resposta dada pela Corte a uma consulta do PPS, que acabou criando uma espécie de verticalização no horário eleitoral gratuito do rádio e da televisão. Após o encontro, os políticos mostraram otimismo e acreditam que, em agosto, quando o assunto for novamente analisado, a verticalização vai cair.

“O jogo está zerado, não há decisão, a questão [da verticalização no horário eleitoral] está suspensa até agosto [quando o assunto vai ser reanalisado pelo TSE]. Nesse período os líderes vão fazer uma consulta ampla para ajudar na reformulação. A realidade vai se impor e prevalecerá o bom senso”, disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), se disse traquilo em relação à verticalização. Para ele, a resposta do TSE à consulta do PPS, impedindo que candidatos a presidente apareçam no horário eleitoral regional onde a aliança para o governo não repete a nacional foi equivocada, e uma revisão deve ser feita.

“Acho lúcida e correta a posição dos ministros [do TSE], de compreender que uma decisão não acertada possa ser corrigida. Nós aprovamos uma lei que acabou com a verticalização e permitiu a presença dos candidatos [em coligações regionais que não repetem a nacional”, disse.

Para tal, o colégio de líderes da Câmara deve apresentar, nos próximos dias, uma nova consulta sobre o tema. A expectativa é que o TSE, ao responder o novo questionamento, autorize a presença dos candidatos independentemente das alianças regionais.

Se não fizer isso, José Serra (PSDB) não poderia, por exemplo, aparecer no programa de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo. O PMDB é aliado de Dilma Rousseff no plano nacional e, no Estadual, está com o PSDB.

Marina Silva (PV) também não poderia figurar no programa de Fernando Gabeira (PV) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. A aliança de Gabeira conta com o DEM e PSDB, que no plano nacional apóiam José Serra.

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