Kátia Abreu: produtor agrícola quer Serra no governo

Segundo a senadora, a CNA está impedida de se envolver em política, mas afirmou que a maioria dos produtores vai votar no tucano

Agência Estado |

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Enquanto o Movimento dos Sem-Terra (MST) e a Via Campesina apoiam a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff , a grande maioria dos produtores agrícolas do País querem o candidato do PSDB, José Serra , no governo. É o que afirma a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), em oposição à iniciativa dos movimentos de publicar um manifesto pedindo apoio para a petista.

Para a senadora, nunca houve dúvidas quanto à ligação de ambos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidata. Kátia cita como prova dessa ligação as decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) de condenar a liberação de recursos públicos "utilizados pelo MST para invadir terras" e das vezes em que Lula e Dilma posaram para fotos usando o boné dos sem-terra. Foi - acredita - uma clara demonstração de que a candidata "veste a ideia de patrocinar invasões com o dinheiro do contribuinte". "Eles (MST e Via Campesina) são petistas", afirma. "Fizeram tudo o que era esperado neste segundo turno da eleição presidencial", acrescentou.

A senadora lembra, ainda, que há cerca de quatro meses, João Pedro Stédile, um dos líderes do MST, foi categórico ao prever que o resultado das eleições repercutirá de duas maneiras no campo. "Se der Serra, ele afirma que haverá sangue no campo, e que as invasões continuarão se a Dilma for eleita", afirma.

De acordo com a senadora, a CNA está impedida pelo seu estatuto de se envolver em política partidária. "Agora eu, como parlamentar, posso garantir que a grande maioria dos produtores vai votar em José Serra, porque não aguenta mais tantas indefinições na política fundiária, ambiental e agrícola do País". "E é a insegurança jurídica que traz o encolhimento da produção, impedindo o País de avançar numa das áreas mais importante da produção".

Kátia diz que não descarta por completo o conhecimento técnico de Dilma Rousseff na área de energia, mas que isso não a habilita a governar o País, "sem ter experiência política e administrativa".

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