Justiça investiga uso da máquina pública no Mato Grosso

Governador Silval e o vice Chico Daltro são intimados a depor na segunda-feira. Ação tramita em sigilo

Kelly Martins, iG Mato Grosso |

A Justiça Eleitoral de Mato Grosso (MT) intimou o governador Silval Barbosa (PMDB) e o seu vice Chico Daltro (PP) para audiência nesta segunda-feira, em processo no qual são acusados de usar a máquina pública irregularmente em benefício de suas campanhas. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) informou que o comparecimento de Silval e Mendes é facultativo.

Quer dizer, eles poderão ser representados apenas pelos advogados. A ação tramita sob sigilo. Os advogados do governador e do socialista confirmaram que eles não estarão presentes na oitiva. Na segunda-feira pela manhã, o corregedor-geral do Tribunal, desembargador Márcio Vidal, vai ouvir seis testemunhas arroladas pelo grupo de Barbosa na ação de investigação judicial.

O presidente da Empaer, Enochi Alves dos Santos, e outros cinco servidores vão prestar esclarecimentos ao TRE sobre o fato. A denúncia foi formulada pela coligação "Mato Grosso Melhor Pra Você," liderada pelo candidato derrotado Mauro Mendes (PSB), que tenta impugnar a reeleição do peemedebista.

Dinheiro público

A acusação de Mendes é que Silval teria convocado uma reunião política com servidores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), após o expediente de trabalho. A ação de investigação foi protocolada sob o número 334865/2010.

A denúncia revela que as despesas com diárias e transporte teriam sido integralmente pagas pelos cofres estaduais para que servidores da pasta em diversos municípios mato-grossenses estivessem presentes. Essa é a primeira oitiva das 14 representações que Silval Barbosa responde em ações impetradas pelos adversários, no período eleitoral.

Além do uso de secretarias do Governo, também é acusado por compra de votos e captação ilícita de apoio.No primeiro turno, Mendes perdeu para Silval, ao contabilizar 31,97% dos votos contra 51.09% dados ao governador.

Terceiro turno

Acreditando que a derrota foi ocasionada pela prática de ilícito eleitoral, o socialista insiste em promover aquilo que os adversários chamam de guerra jurídica, na tentativa de levar a disputa para o terceiro turno, que deverá ser decidido pela Justiça Eleitoral.

O assessor jurídico Paulo Taques garante que as provas são fortes e consistentes. Apesar de não querer dar detalhes do processo, aponta que a ação poderá culminar na cassação do registro de candidatura de Silval. Por outro lado, o advogado do governador, Francisco Faiad, avalia que não há nenhuma irregularidade que poderá comprometer o mandato do governador.


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