Justiça Eleitoral do AP recebeu 75 denúncias de compra de voto

Procurador Eleitoral do Amapá acredita que isso se deve ao ¿desespero¿ de alguns candidatos na reta final da campanha

Agência Brasil |

A três dias das eleições, o Ministério Público Federal no Amapá recebeu 75 denúncias de compra de votos. As queixas, a maioria feita pela população, são investigadas pela Polícia Federal.

As denúncias cresceram especialmente no mês de setembro. O procurador Eleitoral do Amapá, José Cardoso Lopes, acredita que isso se deve ao “desespero” de alguns candidatos na reta final da campanha. “Os candidatos que não estão bem na pesquisa tentam [comprar votos] como o último recurso e é por isso que temos um incremento das notícias-crime neste período”, afirma Lopes.

Até agora, foram abertos 14 inquéritos policiais com indícios de comportamento inadequado de candidatos às eleições de domingo, 3 de outubro.

A Procuradoria da República no Amapá adotou várias medidas para inibir a compra de votos no estado. Equipes da Polícia Federal fazem monitoramentos estratégicos, inclusive, em pistas de pouso de aviões.

A Justiça Eleitoral do Amapá determinou ainda que qualquer saque acima de R$ 5 mil seja informado e justificado às autoridades eleitorais. Lopes acredita que é importante ter o controle da quantidade de dinheiro em circulação neste período próximo da votação.

Para o procurador, um saque acima deste valor “não significa que seja compra de votos, mas é melhor precaver. “Limitamos o saque para que não haja essa possibilidade”, disse.

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