Justiça condena Garotinho por formação de quadrilha

Ex-governador é acusado de 'garantir politicamente a manutenção' na chefia da polícia do Rio de um grupo condenado por corrupção

iG Rio de Janeiro |

AE/TASSO MARCELO
Garotinho diz que é vítima de 'perseguição' e que vai recorrer da condenação
A Justiça Federal do Rio condenou o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, a dois anos de meio de prisão, convertidos a serviços à comunidade e suspensão de direitos, por formação de quadrilha.

Além de Garotinho, também foram condenados o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins, e outras oito pessoas - entre elas, cinco ex-policiais civis - por crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha armada e lavagem de dinheiro.

Todos podem recorrer da sentença em liberdade.

Garotinho havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal em maio de 2008 por "garantir politicamente a manutenção" na chefia de polícia de um grupo acusado de não reprimir a exploração de máquinas de caça-níqueis no Rio e de corrupção.

"A Justiça atestou a prática de crimes como facilitação de contrabando (a exploração de caça-níqueis pelo grupo de Rogério Andrade não era reprimida) e corrupção ativa e passiva", informa o MPF, em nota.

No alvo das denúncias está o ex-chefe de Polícia do Rio, Álvaro Lins, condenado a 28 anos de prisão por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de bens.

Lins foi nomeado por Garotinho, então governador do Rio, em 2000. Foi mantido no cargo após a gestão de Garotinho, quando sua mulher, Rosinha, foi eleita para o governo Estado em 2002.

Com o fim da gestão de Rosinha, em 2006, Lins elegeu-se deputado estadual. Foi cassado em 2008, em consequência das acusações.

Pela internet, Garotinho se defendeu afirmando ser vítima de perseguição, já que concorre a deputado federal pelo PR. "Não há, nos autos, rigorosamente, nenhuma acusação ou prova formais contra mim", escreveu Garotinho. 

A condenação é resultado de apurações da operação Gladiador, desencadeada pela Polícia Federal.

Os outros condenados são:

Alcides Campos Sodré Ferreira, cinco anos e nove meses de prisão por corrupção passiva; Daniel Goulart, dois anos de reclusão por formação de quadrilha; Fábio Menezes de Leão, quatro anos e meio de reclusão por corrupção passiva; Francis Bullos, quatro anos e meio de prisão e multa por lavagem de bem; Luciana Gouveia, três anos de reclusão e multa por lavagem de bem; Mario Franklin Leite de Carvalho, 11 anos e três meses de prisão e multa por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de bem; Ricardo Hallak, sete anos e nove meses de prisão e multa por formação de quadrilha e corrupção passiva; Sissy Toledo de Macedo Bullos Lins, três anos e dez meses de prisão por lavagem de bem.

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