Jucá vai explicar origem de dinheiro

Senador reeleito em Roraima deve falar hoje em Brasília sobre as quebras de sigilos pedidos pela PF

Menezes y Morais iG Brasília |

O senador reeleito Romero Jucá (PMDB) deverá dar sua versão hoje a tarde em Brasília sobre a sua suposta quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico, anunciada em Boa Vista (RR) pela Polícia Federal de Roraima. Jucá vai reunir-se às 15h com dirigentes peemedebistas e a candidata Dilma Rousseff (PT) para tratarem do segundo turno.

De acordo com informação da assessoria de imprensa do senador hoje pela manhã, após a reunião de Jucá com Dilma, o líder do governo Lula no Senado deverá falar com jornalistas sobre o episódio. O superintendente da PF em Roraima, Herbert Gasparini, afirmou que as supostas quebras de sigilos de Jucá estão relacionadas  à apreensão demais de R$ 1,8 milhão nas eleições do primeiro turno.

Ministério Público

Mas para que isso aconteçam só depende agora do aval do Ministério Público Eleitoral. A PF investiga a origem e destino de mais de R$ 1,8 milhão apreendidos nas eleições turno no Estado. Desse total, R$ 1,1 milhão tem relação direta, segundo a PF, com o senador reeleito. A PF suspeita que o dinheiro apreendido seria usado para comprar votos e investiga sua origem e destino.

De acordo com a PF, a suspeita é a de que o dinheiro venha de desvios de contratos e licitações nas áreas de saúde e infraestrutura.Durante o período eleitoral a Justiça não autoriza a polícia a instaurar inquérito para apurar crimes eleitorais. É preciso autorização da Justiça ou do Ministério Público.

Dinheiro ao vento

O superintendente da PF em Roraima informou que o prazo para concluir as investigações é de 30 dias. A PF vai ouvir até final desta semana os envolvidos no caso dos R$ 100 mil apreendidos na semana passada. O dinheiro foi jogado pela janela de um carro e flutuou ao vento numa avenida de Rio Branco.

No veículo, conforme a PF, estava o empresário Amarildo Freitas. O carro foi interceptado por policiais.
De acordo com a Polícia, na ocasião um tiro foi disparado por um outro veículo, que estava nas imediações do escritório político de Jucá.

O superintendente da PF assegurou que o tiro não foi disparado por agentes federais. A PF ainda não encontrou o autor do disparo. Gasparini comentou:

"No afã de fugirem, o revólver pode ter disparado de dentro do carro, não atingiu ninguém. Creio que eles não teriam a audácia de atirar na equipe da Polícia Federal. Suponho que tenha sido um disparo acidental, mas representou uma agressão.”

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