Jaques Wagner sai em defesa de Dirceu

Governador afirmou que o ex-ministro pagou por seus erros e se a Justiça inocentá-lo, `não vê problemas em sua volta'

Aura Henrique, iG Bahia |

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), em entrevista ao programa jornalístico Roda Viva, afirmou que o ex-ministro chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, “pagou um preço altíssimo” por seu erro. Segundo ele, “as pessoas erram e não devem ser assassinadas porque erraram”. Questionado sobre uma possível volta do acusado de comandar o mensalão, Wagner respondeu que não acredita na possibilidade, mas que se ele “for inocentado pela Justiça, não vê problemas”.

Wagner defendeu ainda o financiamento público de campanhas eleitorais. Para ele, isso significa “dar um passo substantivo no combate à corrupção” no Brasil. “Eu garanto que sai muito mais barato para o povo brasileiro”, complementou. O governador reeleito sugeriu também que, caso Dilma Rousseff (PT) seja eleita, ela dará início a uma reforma política profunda no País, passando, inclusive, pela extinção do processo de reeleição.

Sobre questões de corrupção envolvendo membros de seu partido, Wagner afirmou que “qualquer generalização é burra”. “Tem gente boa e gente que não presta em todas as agremiações, caráter é uma questão anterior à agremiação partidária, ou você tem ou você não tem” disse.

O governador da Bahia considera “um luxo” o Brasil ter três candidatos do porte de Dilma, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), uma vez que “não tem nenhum aventureiro ou ladrão”, mas lamentou o nível a que a campanha chegou neste segundo turno, não sabendo responder “quem atirou a primeira pedra”.

Wagner voltou a falar sobre a situação PT - PMDB na Bahia. Partidos aliados em 2006, PT e PMDB sofreram um racha antes das eleições municipais de 2008, quando o Partido dos Trabalhadores decidiu lançar candidato próprio contra o então prefeito peemedebista João Henrique, que se reelegeu. Ao governo, o PMDB lançou candidatura própria, divergindo também em nível estadual.

Para Wagner, “é bom governar com partidos como o PMDB, mas não é impossível governar sem eles”. Ele acredita também que “o governo melhorou muito depois da saída do PMDB”,que era um foco de tensão.

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