Reskalla Tuma conta que família achava que internação era consequência do cansaço causado pela corrida eleitoral

Primeiro parente a chegar no velório, o irmão mais velho do senador Romeu Tuma, Reskalla Tuma, disse na noite desta terça-feira que os familiares não achavam que o ex-delegado tinha problemas graves de saúde quando foi internado em primeiro de setembro.

Segundo o irmão, a família achava que a faringite era consequência do cansaço de campanha. Antes de ser internado, Romeu Tuma concorria à reeleição para o Senado por São Paulo e fazia campanha pelo interior do Estado. “Tudo indicava que era apenas um mal estar de campanha. Era uma luta que tínhamos certeza que iria surtir resultado. Infelizmente a força de Deus é maior”, disse Reskalla Tuma, de 83 anos.

Presidente honorário da Federação de Entidades Árabes das Américas, Reskalla disse que o irmão era exemplo de conduta ética na política e respeito às diferenças. “Se ele foi amigo do presidente Médice e de todos os outros presidentes militares, ele também muito amigo do Lula. Isso é exemplo de respeito e dignidade”, avaliou o irmão. Romeu Tuma era filho de uma família de origem Síria e com quatro filhos: três homens e uma mulher.

Antes de morrer, Romeu Tuma concorreu à reeleição em São Paulo e foi o quinto candidato mais votado, obtendo mais de 5 milhões de voto. Segundo o filho dele, Robson Tuma, médico do Hospital Sírio Libanês que acompanhou toda o tratamento do pai, o senador morreu sem saber que não tinha conseguido se reeleger ao cargo.

O corpo do senador deve chegar por volta das 20h na Assembleia Legislativa de São Paulo, onde será velado até amanhã. Ele será enterrado às 15h desta quarta-feira no Cemitério São Paulo, na zona oeste da capital paulista.

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