¿Hoje eu não tenho aliança no PR¿, diz Osmar Dias

Pré-candidato ao governo no Estado, o senador diz que PT não brigou por sua candidatura e deixa no ar se apoiará Dilma ou Serra

Andréia Sadi, iG Brasília |

O senador Osmar Dias (PDT-PR) está no centro de um dos impasses mais polêmicos envolvendo os palanques da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Para irritação dos petistas, ele ainda não decidiu se disputará a vaga pelo governo do Paraná, o que deve garantir o palanque de Dilma, ou se vai para o Senado em um acordo com os tucanos, partido do candidato José Serra. Em entrevista ao iG , Dias disse que ainda está pensando no que fará, mas admite aproximação com o ex-governador de São Paulo. “Serra ligou para mim três vezes na semana passada”.

No pré-acordo com os governistas, o PT apoiaria Dias para o governo com Gleisi Hoffman, mulher do ministro Paulo Bernardo, na chapa para o Senado. No entanto, Dias queria Gleisi na vice para levar o PP e o PMDB para a aliança. À reportagem, ele admitiu que, hoje, está isolado e sem aliados. “Hoje não tenho alianças. Eu apostei nesta aliança que foi a mim oferecida pelo presidente Lula, mas ela não aconteceu porque não houve empenho”, disse.

“Como o PT não fez o dever de casa, ou seja, conversar com o PP e o PMDB, isso se tornou impossível”, queixou-se sobre as negociações com os partidos aliados. O PMDB deve lançar o atual governador, Orlando Pesutti, à reeleição. Já o PP está inclinado a apoiar o tucano Beto Richa.

Historicamente, o PDT paranaense nunca formou aliança com o PT. O ministro Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT nacional, descarta o apoio ao adversário de Dilma. Caso Dias saia da disputa, Dilma deve subir no palanque do atual governador do PMDB.

Para o senador, o PT já abandonou as negociações com ele quando se aproximou de Pesutti. ”Eles acho que deram como encerradas. Eles começaram as negociações com o PMDB. Como o PMDB tem candidato..”, lamentou.

Nesta segunda-feira, a mulher de Dias ofereceu um jantar em homenagem ao senador para duas mil pessoas em Curitiba. Segundo aliados do senador, foi um evento de apoio para que ele não desista da candidatura. O prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo MacDonald (PDT), que participou do encontro, disse que Dias está se sentindo isolado. “ O Pesutti disse que quer a eleição e foi mais além: disse que o PT vinha com ele. Aí a coisa desandou, né?”, contou o prefeito.

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