Hélio Costa diz que faltou ¿coragem¿ a Aécio para ser candidato a presidente

Em sabatina, peemedebista afirma que tucano poderia ter sido o candidato governista à Presidência e diz que é apaixonado por Lula

Eduardo Ferrari, iG Minas Gerais |

Candidato ao Governo de Minas Gerais e líder nas pesquisas de intenção de votos, Hélio Costa (PMDB), afirmou em debate com jornalistas em Minas Gerais que o ex-governador Aécio Neves poderia ter sido o candidato do presidente Lula se tivesse deixado o PSDB.

“Quando o PT ficou sem candidato até a escolha de Dilma (Rousseff), houve um vácuo que o presidente Lula procurou preencher. Aécio poderia ter sido o candidato de Lula se ele tivesse se filiado ao PMDB. Faltou uma visão estratégica por parte dele, faltou desprendimento político, para não dizer coragem”, disse ele na sabatina, promovida pelo jornal “Folha de S. Paulo” e pelo portal UOL em um hotel da zona sul da capital mineira.

"Apaixonado" por Lula

O ex-ministro das Comunicações afirmou que sua aproximação com o Lula e o PT era "natural". "Meu relacionamento com o PT é histórico. Eu comecei a estudar o presidente Lula há mais de 10 anos. Sempre apoiei as causas dos trabalhadores. Era natural a nossa aproximação. Eu me apaixonei pelo candidato Lula, sua trajetória de vida e pelo que ele fez pelo Brasil", diz Costa.

Hélio Costa afirmou que o PT tomou uma decisão inteligente quando optou pela aliança com o PMDB. "Não houve nenhuma intervenção por parte do governo Lula para obrigar aos petistas a apoiarem a nossa candidatura. O que houve foi o entendimento em torno do melhor candidato", diz. "Eu me tornei candidato porque tenho há mais de um ano, uma média superior há 40% das intenções de voto para as eleições ao governo de Minas", completou Costa.

Para o candidato, se o PT insistisse em candidatura à parte, com dois candidatos, "todos nós perderíamos a eleição". Costa revelou que ainda no início deste ano se reuniu com Lula, Patrus Ananias e Fernando Pimentel para decidir pela candidatura única. "Eu já fui vítima da máquina do Estado por duas vezes. Então decidi que somente seria candidato se houvesse uma aliança. Acertada a aliança, houve uma disputa dentro dos partidos, o que é natural e democrático", disse.

Críticas ao adversário

Costa aproveitou para criticar seu principal oponente na eleição, o atual governador, Antonio Anastasia (PSDB). “O que Aécio fez por Minas Gerais nos últimos anos é extraordinário. Isso é unânime em Minas e no Brasil, mas ele não estava em todos os setores. Já Anastasia esteve presente em várias decisões chaves e decisões de governo que não deram certo. Ele foi secretário de Planejamento e secretário de Defesa Social, duas áreas onde justamente nós temos várias críticas”, explicou Costa, para quem “Anastasia não é Aécio Neves”.

Questionado por jornalistas se essa analogia valeria para Dilma em relação a Lula, Hélio Costa explicou que há uma diferença básica. Anastasia assumiu o governo do Estado e Dilma não assumiu à Presidência. Segundo Costa, desde que Anastasia se tornou governador várias decisões erradas foram tomadas e “faltou sensibilidade política para tratar de forma mais humana vários setores da administração”.

Hélio Costa também rebateu as críticas de Anastasia de que a imprensa mineira teria protegido o peemedebista das denúncias de corrupção nos Correios, empresa ligada ao Ministério das Comunicações, pasta em que Hélio Costa foi ministro no Governo Lula. “Eu não tenho alinhamento por parte da imprensa mineira. Eu não sou governo para ter esse alinhamento. Sou oposição em Minas. Não digo que o Governo de Minas tem essa proteção, mas Anastasia está acusando a imprensa mineira de não ser imparcial”, afirmou.

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