Hélio Costa critica investimentos do governo Aécio Neves

Candidato do PMDB afirma, durante debate na TV Record Minas, que tucano priorizou obras em relação às questões sociais

Eduardo Ferrari, iG Minas Gerais |

O candidato ao Governo de Minas Hélio Costa (PMDB) continua não citando o ex-governador Aécio Neves em seus discursos de campanha, mas criticou duramente a construção do Centro Administrativo de Minas, que é considerada umas das principais marca da gestão do tucano no estado. A crítica foi feita durante o debate entre os candidatos ao governo de Minas, realizado na noite desta segunda-feira (20), na sede da TV Record Minas, em Belo Horizonte.

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Hélio Costa criticou gestão tucana
Para Costa, os recursos aplicados na obra de mais de R$ 1 bilhão poderiam ter mudado o perfil da saúde em Minas e seria o suficiente para ampliar o atendimento médico em todo o estado: “Com o dinheiro gasto nessa obra, seria possível construir 800 unidades de pronto atendimento, uma em praticamente todas as cidades mineiras. Eu trocava essa obra pela prioridade do bem-estar social”, declarou.

A construção do Centro Administrativo, feita com o objetivo de reunir todas as secretarias e órgãos de governo num único local, foi destaque nas propostas de governo do segundo mandato de Aécio Neves. Foi construído em tempo recorde para que o ex-governador pudesse inaugurá-la antes de sua descompatibilização do governo para disputar o Senado. A inauguração da obra foi o último ato público de Aécio como governador e sua construção é comparada às grandes obras arquitetônicas do país, como fez Juscelino Kubitschek no projeto da Pampulha em Belo Horizonte e na inauguração de Brasília. Assim como nessas obras, o projeto arquitetônico também foi do renomado arquiteto Oscar Niemeyer.

À medida em que a campanha vai se aproximando do fim, Hélio Costa tem aumentado às críticas à atual gestão do estado. Sem citar diretamente Aécio, o peemedebista tem afirmado que o governo de Minas investiu mal em diversas áreas e que priorizou obras e publicidade. “O governo do Estado gastou mais de R$ 600 milhões em publicidade para divulgar suas realizações. Novamente, esse dinheiro poderia mudar a fase da saúde no estado”, disse. “Eu nem questiono a questão de divulgar as ações, mas a maior parte desse dinheiro foi gasta em três ou quatro veículos de imprensa em Minas Gerais e o interior foi esquecido”, completou.

Durante sua fala, Anastasia preferiu repetir seu discurso de que é candidato de um “projeto vitorioso” em Minas e que “vem recebendo o reconhecimento de prefeitos de todos os partidos e do Governo Federal”. Sobre a construção do Centro Administrativo, o tucano defendeu que o dinheiro não veio do tesouro do Estado, mas da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), que é ligada ao governo de Minas, e que os investimentos serão recuperados em dez anos com a economia de R$ 92 milhões com os aluguéis de unidades que a administração pública precisava pagar.

Sobre os investimentos na saúde, numa resposta direta ao peemedebista, Anastasia se limitou a dizer, ao ser questionado por um jornalista sobre o que irá fazer para melhorar a saúde em Minas que “em oito anos o estado evoluiu muito com a reforma de 128 hospitais e que, mesmo assim, ainda há muito a ser feito, pois a política pública de saúde é de demanda infinita”. “Nosso esforço estadual é levar a saúde mais próxima às pessoas”, disse.

Anastasia teve um pedido de resposta aceito

Anastasia também teve um pedido de resposta aceito pela coordenação do debate quando o Hélio Costa afirmou que a obra do Anel Rodoviária de Belo Horizonte estava atrasado porque a Secretaria de Estado do Meio Ambiente levou três anos para apresentar um projeto para a área. Em sua resposta, Anastasia disse que precisava esclarecer que o Tribunal de Contas da União (TCU) é que tinha embargado a obra por “suspeita” de superfaturamento no projeto apresentado pelo Governo Federal.

Apesar da contundência de Hélio Costa e do ar contemplativo de Anastasia, o candidato do PV, Luiz Carlos também conseguiu usar a palavra para criticar o que chamou de censura das pesquisas de intenção de votos e do cerceamento da imprensa mineira pela administração tucana. “Há censura nas pesquisas. Um parente meu foi consultado por um pesquisador identificado, mas meu nome não constava. A pesquisa era claramente ‘estimulada’ para privilegiar as candidaturas que são apoiadas por grandes grupos financeiros porque são esses grupos que financiam essas pesquisas”, disse.

Além de Costa, Anastasia e Luiz Carlos, esteve presente ao debate o candidato José Fernando, do Partido Verde. Edílson Nascimento (PTdo B), que havia confirmado a presença, alegou problemas particulares, e assim como já havia feito no debate da Band Minas não compareceu. O próximo encontro televisivo entre os candidatos está marcado para sexta-feira (26), na TV Alterosa, filiado da SBT em Minas.

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