Grupo de vereador morto quer resgatar imagem e manter trabalho

Assessores reclamam que Claudinho da Academia e sua equipe foram vítimas de preconceito da imprensa e de colegas da Câmara

iG Rio de Janeiro |

Parentes, amigos e assessores de Claudinho da Academia reclamam de preconceito da imprensa e até de vereadores do Rio, quando chegaram à Câmara e afirmam lutar para resgatar sua imagem e continuar seu trabalho na associação comunitária, que deve ganhar o seu nome.

“É muito trabalho social para tirar a voz da comunidade e levar à Câmara Municipal. Não queremos deixar a história dele morrer. Quem convive aqui sabe da verdade. Temos um balcão de empregos que já conseguiu vagas para 2.000 pessoas, tem advogado cível, certidão de nascimento, contadora. Recebemos doações e nenhuma verba pública”?, disse Juliana Oliveira, viúva de Claudinho, que cogita se candidatar no futuro.

“Éramos tratados como bichos lá [na Câmara de Vereadores], totalmente discriminados. Porque é de comunidade tem que ser traficante e prostituta, se for mulher? É fácil de quatro em quatro anos buscar votos. Foi tanta porrada que ele não agüentou a pressão [morreu]. Estava lutando para melhorar. É hipocrisia: quem é de comunidade que não conhece traficante? Mas não significa estar envolvido. Favelado não pode chegar ao alto, tem que viver sempre na lama?”, reclamou, nervosa, uma ex-assessora que se apresentou apenas como Liliane.

Os assessores dizem que seu trabalho trouxe uma série de melhorias para a Rocinha. Elencam entre os feitos a reforma da escola Paula Brito, a pavimentação da via Dioneia, a reforma e ampliação do posto de saúde, melhoria da coleta de lixo.

Um dos maiores defensores de Claudinho é Leonardo Rodrigues Lima, o Léo, líder comunitário há 17 anos e presidente da União Pró-Melhoramentos há oito meses. A associação de moradores se mantém com contribuições e 3% das transações imobiliárias ocorridas na Rocinha. “Temos 2.000 sócios, que contribuem com R$ 5. Quem compra um imóvel a pessoa doa 3% à associação. Mas é por livre e espontânea vontade. Mas não é obrigatório”, explica Léo.

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