Grupo de Simon ameaça ir à Justiça contra coligação PMDB-PT

Dissidentes peemedebistas não aceitam que a participação na chapa de Dilma Rousseff seja a única alternativa na convenção

Reuters |

A convenção nacional do PMDB, prevista para este sábado, pode ficar sob ameaça de não ser realizada a depender dos resultados da reunião da executiva nacional do partido, convocada para sexta-feira, em Brasília. Dissidentes peemedebistas liderados pelo senador Pedro Simon (RS) prometem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral para que anule a convenção, segundo informou a assessoria do senador.

"É um absurdo, eles estão dizendo que vai ter a convenção só com a coligação do PT. A convenção tem que ter o direito de tomar a decisão", disse Simon.

A justificativa seria a de que o partido "atropela normas partidárias", no dizer de Simon, ao relegar o nome do ex-governador do Paraná Roberto Requião como candidato próprio da legenda à corrida presidencial e submeter ao partido "goela abaixo" a indicação do presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), como vice na chapa da candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT).

Endossam esse movimento, segundo o senador, os diretórios regionais de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os dissidentes apostam que a cúpula peemedebista vai ponderar e fazer "uma convenção bem feita aos olhos da opinião pública".

O gesto do grupo de Simon repete prática utilizada em outras eleições, em que saiu derrotado.

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