Governador de Mato Grosso negocia gás na Bolívia

Silval Barbosa e o prefeito Chico Galindo foram à La Paz negociar abastecimento de gás natural para Cuiabá

Kelly Martins, iG Mato Grosso |

O governador reeleito do Mato Grosso (MT) Silval Barbosa (PMDB) embarcou hoje para a Bolívia e se ausenta pela primeira vez do país após garantir a reeleição no primeiro turno. Segundo ele, a viagem será para resolver a pendência que dura três anos e dois meses, desde que o governo da Bolívia suspendeu o envio do gás para Cuiabá.

A ausência do peemedebista promove uma alternância de poder no Executivo Estadual, que ficou sob o comando do presidente da Assembleia Legislativa, Mauro Savi (PR), pelo período de dois dias.
Conforme a Constituição estadual, quando o chefe do Executivo deixa o território nacional o substituto direto deve assumir o cargo. Nos dois casos, governador e prefeito estão sem vices.

Laços políticos

O vice-governador e o vice-prefeito deixaram os postos em março para concorrer a eleição do dia 3.Mesmo sendo uma viagem institucional, os substitutos naturais devem assumir. A viagem internacional também servirá para estreitar os laços entre o Governo e o prefeito da capital, Chico Galindo (PTB), que acompanha Silval à La Paz.

Silval tenta eliminar toda "rusga" restante do período eleitoral com Galindo.Galindo foi um dos principais articuladores da campanha do ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), ao Palácio Paiaguás. Além disso, como um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, Barbosa busca o apoio do prefeito.

O objetivo de Silval é reverter o quadro político considerado negativo para a candidata petista no Estado, porque seu adversário José Serra (PSDB) obteve vantagem de votos no primeiro turno. O governador reeleito acredita que Dilma terá melhor votação no dia 31.

Abastecimento

Na Bolívia, Silval tentará negociar com a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) para garantir o abastecimento permanente da Usina Termelétrica Mário Covas, no Distrito Industrial de Cuiabá. Com 2,2 milhões de metros cúbicos de gás natural, ela é capaz de gerar 480 megawatts (MW).

O volume representa 70% da demanda da Baixada Cuiabana e extingue a necessidade de importação de energia do Sistema Interligada Nacional (SIN) nos períodos de estiagem em Mato Grosso.

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