Geraldo Alckmin é eleito e mantém hegemonia tucana em São Paulo

Governador eleito participou de todas as gestões dos 20 anos que o PSDB completará no Estado

Piero Locatelli, iG São Paulo |

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin venceu as eleições ao governo de São Paulo e o PSDB deve ficar 20 anos no comando do Executivo paulista, fato sem paralelo em qualquer outro Estado do País. Com 99,8% das urnas apuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), o tucano contabilizava 50,6% dos votos válidos contra 35,2% do candidato petista ao cargo, Aloizio Mercadante.

Desde 1994, Alckmin fez parte de todas as gestões do Estado. Foi vice na gestão de Mario Covas (1995-1998) e reeleito ao cargo (1999-2001). Assumiu após a morte do governador (2001-2002) e voltou ao governo pelas urnas (2003-2006). Ficou dois anos afastado do Executivo e foi secretario de Desenvolvimento na gestão de José Serra (2009-2010).

Nas últimas duas eleições, Alckmin havia sofrido suas únicas derrotas nas urnas. Na disputa à Presidência em 2006, o tucano obteve menos votos no segundo turno do que havia conseguido no primeiro. Já na eleição à Prefeitura em 2008, acabou eliminado ainda no primeiro turno, após o então governador José Serra (PSDB) optar por endossar a candidatura à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), seu afilhado político.

O tucano ganhou todas as outras oito eleições que disputou. Agora, tornou-se o segundo governador a ser eleito no primeiro turno em São Paulo na vigência da Constituição de 88 –o primeiro havia sido Serra em 2006.

Líder isolado em todas as pesquisas, Alckmin se recuperou dos últimos revezes e ganhou o apoio de parte dos tucanos que o haviam abandonado. O candidato à Presidência pelo partido priorizou agendas no Estado e colou sua imagem em Alckmin que, pressionado pela cúpula do partido, também ajudou o correligionário.

No comando da segunda maior máquina do País, Alckmin ganha força dentro do partido e, na avaliação dos seus companheiros de legenda, terá força comparável somente ao senador Aécio Neves dentro da legenda.

Campanha

A primeira disputa enfrentada por Alckmin nestas eleições foi para lançar sua candidatura dentro do partido. A legenda ensaiou lançar Aloysio Nunes Ferreira para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. Em março deste ano, Aloysio desistiu da candidatura a pedido de Serra. Guilherme Afif (DEM), secretário de Emprego e Relações do Trabalho na gestão de Serra, foi escolhido como vice.

Graças ao PMDB, a coligação teve o maior tempo de televisão e rádio. As bancadas legislativas do partido, porém, abandonaram a campanha tucana para se coligar com os petistas no plano nacional.

Nos três meses da campanha oficial, Alckmin manteve a liderança em todas as pesquisas. Como em 2006 e 2008, perdeu votos ao longo da disputa, mas não o suficiente para levar a disputa ao segundo turno.
Mesmo na liderança, atacou o seu principal adversário, Aloizio Mercadante (PT), no último mês em seu horário eleitoral. Acusou o senador de ser ausente no Congresso Nacional, lembrou do escândalo dos “aloprados” – e disse que as prefeituras petistas não tinham saneamento.

Em todos os seis debates, Alckmin teve comportamento oposto ao do horário eleitoral e evitou o confronto direto com Mercadante. A estratégia foi bem sucedida nos últimos três encontros, onde o petista e o tucano não fizeram perguntas um ao outro.

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