Genro: volta da Frente Popular dá base para Dilma

Para ex-ministro, retorno da Frente Popular garante base para Dilma no RS

Gabriel Costa, iG Brasília |

A recém-reunida Frente Popular gaúcha, que junta PT, PSB e PC do B, busca agora ampliar suas fileiras para "tirar o estado da letargia em que se encontra”, diz o pré-candidato Tarso Genro (PT), atual líder nas pesquisas de intenção de voto no Rio Grande do Sul. Outras alianças, no entanto, como a do PP com o PSDB em apoio à reeleição da tucana Yeda Crusius, atual governadora, movimentam a corrida eleitoral no estado. “Não vamos estabelecer polarizações artificiais”, disse Genro, ex-ministro da Justiça, ao iG . “O fato de reinstalarmos a Frente Popular cria uma base mais forte também para Dilma.”

O PSB e o PC do B formalizaram na segunda-feira o apoio à candidatura de Genro, enquanto o PP aceitou oficialmente, no mesmo dia, a proposta do PSDB. Já o PPS, que desistiu de apoiar Yeda, busca agora aliar-se ao PTB e ao DEM no apoio ao deputado estadual Luís Augusto Lara (PTB) para o governo do estado.

O PSB vai indicar para vice-governador de Genro o ex-deputado estadual e ex-prefeito de São Lourenço do Sul e de Cristal, Beto Grill, que foi candidato do PSB ao governo do estado em 2006. “Estamos ampliando nossa base junto aos prefeitos”, disse Genro. O primeiro nome da chapa ao Senado Federal é Paulo Paim (PT), que busca a reeleição, mas a segunda vaga permanece em aberto. Para as eleições proporcionais, PSB e PC do B formarão uma coligação à parte.

Já o acordo entre PP e PSDB - que será estendido também à parte da chapa proporcional, para a Câmara dos Deputados - determina que o Partido Progressista vai indicar o vice na chapa de Yeda e um nome para candidatura ao Senado, e representa um recuo parcial nas exigências de ambos os partidos.

O comando nacional do PSDB esperava que a aliança no Rio Grande do Sul já estivesse definida no início do mês, quando José Serra (PSDB) fez a primeira visita ao estado como pré-candidato à presidência. Na ocasião as negociações não avançavam, uma vez que o PP exigia coligação completa na proporcional, para a Assembleia Legislativa além de para a Câmara, e ameaçava apoiar outro candidato.

Após encontro com os presidentes nacionais do PSDB e do PP, o Partido Progressista gaúcho reafirmou que apoiaria Serra e voltou às negociações para apoiar a reeleição de Yeda.

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