Geddel está indefinido quanto a apoio a presidenciáveis

Se decidir pelo PSDB, Geddel estará indo de encontro à decisão da cúpula nacional de seu partido

Aura Henrique, iG Bahia |

Geddel Vieira Lima, peemedebista derrotado na disputa pelo governo da Bahia, se recusa, até o momento, a manifestar adesão a qualquer dos presidenciáveis, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), no segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto. Os mais de 1 milhão de votos obtidos pelo ex-ministro no pleito deste ano se configuram alvo de disputa, colocando o peemedebista em situação confortável.

O esperado seria que Geddel automaticamente apoiasse Dilma, já que à petista ofereceu o segundo palanque no Estado. Contudo, as últimas afirmações da candidata, que retiravam o apoio ao PMDB na Bahia mesmo antes do final da disputa, deixaram estremecidas as relações entre ambos.

Tanto Serra quanto o presidente Lula já teriam demonstrado interesse por atrair os votos conquistados pelo peemedebista. Geddel, no entanto, se mantém “silente” sobre o assunto e ainda analisa o contexto para definir de que lado estará. É possível que o peemedebista enxergue esta como a sua oportunidade, pós-derrota nas urnas, de sair fortalecido do pleito.

De acordo com o próprio Geddel, José Serra teria, na noite após a apuração, lhe dedicado um telefonema de cumprimentos. Corre também a informação, desta vez não confirmada nem refutada pelo peemedebista, de que Lula o teria convidado para uma reunião, em busca de pacificar os ânimos e garantir a manutenção de apoio à candidatura de Dilma. Se decidir pelo PSDB, Geddel estará indo de encontro à decisão da cúpula nacional de seu partido, que garante a Michel Temer (PMDB) o posto de vice na chapa encabeçada pela petista.

Nas bases do PMDB pelo interior do Estado, as declarações de Dilma repercutiram negativamente, de maneira a gerar um “mal-estar”, segundo afirmou Roberto Maia (PMDB), presidente da União dos Municípios da Bahia e porta-voz das lideranças. Ainda assim, Maia assegura que, qualquer que seja, a decisão tomada por Geddel será seguida por seus correligionários.

Um contraponto que não assusta é o apoio manifesto à Dilma vindo do também peemedebista baiano João Henrique Carneiro, prefeito de Salvador. O político saiu bastante enfraquecido do episódio de demolição de mais de 350 barracas de praia na orla da capital baiana. Sua atuação neste pleito não levantou mais de 35 mil votos, dentro de Salvador, para a sua esposa, Maria Luiza, reeleita deputada estadual pelo PSC, com um total de 65 mil votos.

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