Garoto de 14 anos pega a câmera e vira repórter nas eleições

Aspirante a jornalista, Daniel Kaiser se infiltrou entre repórteres para falar com o governador Sérgio Cabral e produzir matéria para redes sociais

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

Vicente Seda/iG
O governador Sérgio Cabral (de costas, à esquerda) cumprimenta Daniel Kaiser, 14 anos, que acordou cedo para fazer reportagens sobre o segundo turno da eleição
Enquanto a imprensa se aglomerava por obrigação em torno de candidatos derrotados ou não no primeiro turno, Daniel Kaiser , de 14 anos, fazia o mesmo, mas por prazer. Às 7h45 ele já estava “de plantão” na escola municipal na qual o deputado federal Fernando Gabeira votou na Fonte da Saudade, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Depois, mais três horas em pé aguardando a chegada do governador reeleito Sérgio Cabral em meio a um mar de câmeras em Copacabana. Tudo isso para produzir vídeos para o seu canal no Youtube e para postar em redes sociais.

“Não sei mais para onde vou. O Eduardo Paes já votou, não é?”, indagava o menino. “Eu mesmo vou andando e faço uma apresentação. Falo, tento mostrar o que sei. Quero ser locutor esportivo, fazer jornalismo na faculdade e já faço um curso com o Édson Mauro (locutor de rádio)”, disse.

Se a “cobertura” do voto de Gabeira foi tranquila, a confusão com a chegada de Cabral não assustou o garoto, que permaneceu firme entre os repórteres profissionais. Ainda sem direito a voto, por causa da idade, aguarda sua vez de ir às urnas, o que poderá fazer na próxima eleição, em 2012. “Acho que o voto não deveria ser obrigatório, mas eu faço questão de votar”, afirmou, preferindo não revelar sua preferência no pleito deste domingo.

Daniel, torcedor do Fluminense, líder do Campeonato Brasileiro, foi cumprimentado por Cabral que, durante sua caminhada até a urna, chegou a brincar: “Os tricolores estão todos prosas, e nós vascaínos assim, desanimados”. Depois de receber o aperto de mão do governador, Daniel falava para a própria câmera: “Carisma ele tem, isso eu pude comprovar”.

No fim, ele enumerou os pedidos ao novo presidente do Brasil que será escolhido neste domingo: “Espero principalmente que se melhore a educação pública, a saúde, que está péssima, e o saneamento. O meu professor de geografia diz que os políticos não fazem obras de saneamento porque são obras que ninguém vê e por isso não dão votos. Não pode esquecer também do transporte e da segurança. Aqui no Rio é arrastão na Zona Sul, chacina em São João de Meriti, tem de melhorar muito”, concluiu.

    Leia tudo sobre: eleições rj

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG