Gaguim não praticou fraudes, diz advogado

Para Sérgio Vale, governador do Tocantins ¿é inocente;¿ ele protocolou notícia-crime contra Siqueira

Gilson Cavalcante, iG Tocantins |

O advogado da coligação “Força do Povo”, pela qual o governador Carlos Gaguim (PMDB) disputa a reeleição no Tocantins, Sérgio do Vale, disse nesta terça-feira à tarde que o governador está “extremamente tranquilo” com relação à determinação da Justiça da quebra do sigilo bancário e o bloqueio das contas do lobista Maurício Manduca.

Manduca, que é amigo do governador Gaguim, está preso desde sexta-feira (17) em Campinas (SP), acusado de fazer parte do esquema de fraude em licitações. “A quebra do sigilo bancário de Maurício Manduca não tem nenhuma ligação com o governador,” assegurou o advogado da coligação governista.

Para Sérgio Vale, “a vinculação do nome do governador Gaguim foi uma armação dos seus adversários políticos”. Gaguim disputa a reeleição com Siqueira Campos (PSDB), da coligação “Tocantins Levado a Sério.” O advogado garante que a campanha do peemedebista continua “normalmente, sem nenhum prejuízo com relação ao episódio”.

Gravações telefônicas

O nome de Gaguim é citado em interceptações telefônicas autorizadas judicialmente em investigação do núcleo Campinas do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público Estadual. Os dados relativos a ele foram enviados para o Superior Tribunal de Justiça, para eventual abertura de inquérito.

No seu programa eleitoral de TV de ontem à noite, Siqueira mostrou a notícia veiculada pelo Jornal Anhanguera (afilada da Globo no Tocantins) falando do envolvimento do nome do governador Gaguim no esquema da fraude em licitações.Por isso, o advogado Sérgio do Vale entrou nesta terça-feira com dois pedidos de direito de resposta e com uma notícia-crime no Ministério Público contra o tucano.

“Eles (equipe de marketing de Siqueira) maldosamente e criminosamente atacaram o governador com declarações inverídicas, pois mesmo estando em posse da nota da procuradoria do Ministério Público de São Paulo, que não cita o nome do governador,” disse o advogado da “Força do Povo”.

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