Gaguim e Siqueira na TV

Debate no Tocantins é marcado por acusações de corrupção e críticas de autoritarismo e censura

Gilson Cavalcante, iG Tocantins |

No debate de terça-feira à noite, realizado pela TV Anhanguera, os dois candidatos ao Governo do Tocantins – Carlos Gaguim (PMDB) e Siqueira Campos (PSDB) – trocaram acusações o tempo todo. Os dois praticamente não apresentaram suas metas de governo, como haviam prometido. Siqueira começoo falando de corrupção, ao citar estradas e pontes que o governo “pagou e não foram construídas.”

E perguntou se é “dessa forma” que Gaguim pretende governar o Estado. Siqueira disputa pela coligação “Tocantins Levado a Sério.” Gaguim, candidato à reeleição pela coligação “Força do Povo,” respondeu que governabilidade “é sentar com a sociedade, com as entidades e comunidades. Não é essa governabilidade do passado", referindo-se à época em que o tucano era governador.

Em seguida acrescentou em tom crítico: “Governabilidade não é a ditadura que Siqueira exerceu.” O candidato peemedebista quis saber do tucano sobre a denúncia da revista Veja , em 2002, quando Siqueira governava o Tocantins. A revista, na época, denunciou indícios de possíveis irregularidades na administração.

“No meu governo não houve escândalo nem 10 % do que houve agora,” comparou o tucano. “O que houve é problema do candidato (referindo-se a Gaguim), e ele vai ter que explicar para a população e para a justiça.” Siqueira disse que os processos contra ele foram arquivados porque “não tinham fundamento.”

O tucano sustentou que em seu governo houve transparência. E questionou Gaguim: "Diga se algum dia foi colocado mordaça no Ministério Público? Mordaça na imprensa? Mordaça no Tribunal de Contas?"
Siqueira mostrou a última edição da revista Veja e desafiou Gaguim a apresentar suas propostas. “O senhor não fez nenhum hospital,” criticou. E lembrou que foi ele (Siqueira) quem construiu o Palácio do Araguaia, sede do governo.

Energia elétrica

Gaguim afirmou que fez “mais em dez meses” do que Siqueira “em oito anos” de governo. Para o peemedebista o tucano “não tem credibilidade”. Siqueira rebateu: "dinheiro de quem governa é dinheiro do povo." E garantiu que o eleitor sabe que ele não desonrou e não desrespeitou. “Se alguém chega agora e acha que fez mais, vive no mundo da lua.”

Gaguim acusou Siqueira de ter vendido a Celtins (empresa de energia elétrica do Tocantins) e a Saneatins, companhia de água do Estado. “É por isso que temos uma das mais caras taxas de energia elétrica do país,” afirmou. Por sua vez, Siqueira acusou Gaguim de se apropriar de seu plano de governo e que duplicação da BR-153 é proposta sua.

E ironizou o peemedebista, que havia prometido aos produtores rurais, durante comício no mês passado, que irrigaria os pastos – “me conta como vai ser isto, preciso informar o Obama." “Eu desafio qualquer cidadão a provar que o governo pagou um centavo para essas empresas citadas pelo Estadão (jornal O Estado de S. Paulo ). Nenhum centavo foi pago a essas empresas," respondeu Gaguim.

O governador foi questionado por Siqueira acerca das denúncias de seu suposto envolvimento na fraude das licitações. As denuncias envolvendo Gaguim foram feitas pelo Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP), investigadas pela Polícia Federal, divulgadas pelo periódico paulista e enviadas ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, porque todo governador tem fórum privilegiado.

Sobre as denúncias do MPE-SP, Siqueira disse que os “manducas (Maurício Manduca) estão ligados à família de Gaguim e não à sua família. Eu lhe pergunto como pagou e pagou o quê? Conta essa história direito rapaz. Respeite minha família. A sua senhora (Rose Amorim) é uma esposa de bem, mas você não o é”.


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