Financiamento público não impede o paralelo, diz Serra

Candidato afirma ser contra reeleição, voto obrigatório, a existência de vices e o financiamento públio de campanha

Adriano Ceolin, iG Brasília |

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra , defendeu suas principais propostas sobre Reforma Política em debate, nesta segunda-feira, na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O tucano colocou, em princípio, dois objetivos principais: aumentar a representatividade do eleito e diminuir os custos de campanha. Disse também ser contra a reeleição, o voto obrigatório, a existência de vices e o financiamento público de campanhas eleitorais

“Financiamento público de campanha não impede o paralelo (caixa dois). Da mesma forma que se pratica hoje (financiamento paralelo), se praticará amanhã”, disse Serra. O tucano disse que ouviu de um pesquisador da Universidade de Princeton que “todo sistema é burlável”.

Serra afirmou ser parlamentarista e que foi um erro fazer um plebiscito sobre a manutenção do presidencialismo começo dos anos 90. Tucano que teve problema para escolher seu companheiro de chapa, disse ser contra o vice: “Vice hoje é para composição política. Não é para resolver problema real”.

nullSerra disse que a reeleição “não deu certo”. “Estou convencido disso. Preferia um mandato de cinco anos. Vota quem quer”, disse. Em seguida, falou sobre o voto obrigatório. “Não vejo porque a obrigatoriedade. Boas democracias do mundo não têm voto obrigatório”, afirmou

Serra pediu à OAB que elabore uma proposta para limitar a participação de partidos nanicos na campanha. “É preciso tomar medidas para evitar proliferação de partidos nanicos que servem para apresentação de candidatos paranóicos ou legendas de aluguel”, disse.

O tucano citou nominalmente o PSOL, cujo candidato a presidente é Plinio de Arruda Sampaio. “O PSOL tem uma representatividade junto à sociedade brasileira. Ele tem essa representatividade. De toda maneira teriam de cumprir certas exigências”, disse, referindo-se a exigências como a cláusula de barreira.

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