Filho de Siqueira pediu dinheiro a Manduca, diz Uejo

Deputado mineiro afirma que Carlos Gaguim está isento das fraudes. Siqueira desqualifica denúncia

Menezes y Morais iG Brasília |

A assessoria do deputado e candidato à reeleição Francisco Uejo (PSB-MG) divulgou uma nota com assinatura do deputado federal em que apresenta uma nova versão para as denúncias de irregularidades na terceirização de serviços no Estado.

Segundo processo do Ministério Público de São Paulo – revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo –, o empresário Mauricio Manduca, dono da O. O. Lima Empresa Limpadora Ltda., que está preso na Polícia Federal, teria montado um esquema de corrupção em várias prefeituras e no governo do Tocantins.

O processo cita o governador do Tocantins e candidato Carlos Gaguim (PMDB) como amigo do empresário e sugere que ele esteja envolvido no esquema. Mas o deputado Francisco Uejo, que é cunhado de Manduca, conta na nota que, na verdade, o empresário teria sido procurado por Eduardo Siqueira Campos, filho do adversário de Gaguim na campanha a governador, José Wilson Siqueira Campos (PSDB).

Divulgação
Nota do deputado Uejo
Segundo Uejo diz na nota, Manduca vinha reclamando que o governo de Tocantins não estava contratando os serviços da empresa em quantidade suficiente para dar lucro. Nesta época, o deputado e seu cunhado Manduca teriam sido convidados para um churrasco pelo senador e candidato à reeleição João Ribeiro (PR-TO), no qual encontram o filho do candidato adversário a Gaguim.

“Eduardo Siqueira Campos garantiu a execução total do contrato em troca de ajuda financeira para custeio da campanha de seu pai ao governo de Tocantins”, diz a nota assinada pelo deputado.

Siqueira nega acusação de Uejo

O ex-governador do Tocantins e candidato à reeleição Siqueira Campos (PSDB) disse por intermédio de sua assessoria, que a denúncia do deputado Francisco Uejo “é desqualificada”. E negou que qualquer representante da coligação “Tocantins Levado a Sério” tenha feito algum contato com o empresário Maurício Manduca.

Diz a nota de Siqueira enviada ao iG : “O deputado mineiro que faz a acusação é cunhado de Maurício Manduca, lobista da quadrilha de fraudadores de licitação. Manduca, como se sabe, está preso em São Paulo desde o dia 17 de setembro, com previsão preventiva já decretada.”

“Tal parentesco,” acrescenta a nota de Siqueira Campos, “com uma pessoa que está na cadeia o desqualifica completamente de fazer qualquer acusação. Além disso, a coligação Tocantins Levado a Sério nega que tenha feito qualquer contato com esse grupo preso para pedir dinheiro”.

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