FHC promete esforço para aliar Serra e Marina em caso de 2º turno

Ex-presidente diz que tem impressão 'muito boa' da candidata do PV e fará o possível para estabelecer uma aliança dela com tucano

EFE |

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou hoje que fará o possível para estabelecer uma "ponte" entre os candidatos José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) caso as eleições sejam decididas em segundo turno. "Farei todo o possível para que uma aliança entre Serra e Marina aconteça", disse FHC à emissora colombiana "RCN".

Fernando Henrique comentou a mais recente pesquisa do Instituto Datafolha , que aumentou as esperanças da oposição ao apontar uma queda das intenções de voto por Dilma Rousseff (PT), de 57% para 51% em duas semanas.

Segundo a pesquisa publicada hoje, a vantagem de Dilma sobre todos os seus rivais juntos, que há duas semanas chegou a ser de 13 pontos percentuais, caiu para apenas 2.

FHC disse ainda ter uma impressão "muito boa" de Marina Silva, que segundo a pesquisa pulou de 11% para 14% das intenções de voto. Além disso, o ex-presidente afirmou que compartilha com ela a visão de defesa do meio ambiente contra o desenvolvimento a todo custo, como, em sua opinião, defende Dilma.

O ex-presidente disse ainda que caso Serra, que teria 28% dos votos segundo o Datafolha, tenha de concorrer em segundo turno com Dilma, os temas determinantes serão a economia, as questões sociais e "morais", como a corrupção nos cargos públicos. "O povo quer garantias de que tudo vai continuar melhorando", disse FHC, ao destacar que Serra deve ser "muito específico" ao explicar as políticas sociais e econômicas que aplicará se chegar ao poder.

O ex-governante também disse acreditar que a queda da candidata petista nas pesquisas se deve ao fato de pessoas "muito próximas a ela" estarem envolvidas em escândalos de corrupção. Além disso, citou como razão para a queda a presença "exagerada" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua campanha, o que gerou "um sinal de alerta" em alguns setores.

FHC também afirmou à "RCN" que, independentemente do vencedor das eleições, não haverá grandes mudanças na política econômica, porque os brasileiros compreenderam que a estabilidade nesse campo é "fundamental".

Após assinalar que a economia do Brasil está "forte" e de reconhecer que Lula trabalhou bem durante crise econômica mundial, FHC opinou que faltam reformas como a educativa e a do trabalho, e disse que o atual governo foi "muito tímido" no momento de aceitar a ajuda do capital privado para melhorar as infraestruturas do país. Também indicou que é necessário que o Brasil defenda uma "posição estratégica" no mundo, e "estudar com calma e pensando melhor" o que fará com as gigantescas reservas de petróleo do pré-sal.

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