Feliz, Dado não esconde a emoção ao ver 'Tia Marina'

Reportagem do iG conversa com o garotinho que ficou famoso ao ter seu nome comentado por Marina no debate

Ana Carolina Dias, iG Pernambuco |

Ana Carolina Dias, iG Pernambuco
O garoto Dado no encontro com a candidata do PV Marina Silva
“Meu sonho é ter uma casinha com um quarto só pra mim”, disse Edvaldo, o Dado, garoto morador da comunidade do Coque, situada na Ilha Joana Bezerra, no Recife. Dado ficou famoso ao ter seu nome vinculado a um poema declamado pela candidata Marina Silva , no debate dos presidenciáveis na TV Bandeirantes em suas considerações finais do programa. “Gostei muito. Fiquei feliz”, disse ele. Dado não escondeu a alegria ao ver ‘Tia Marina’, como chama a candidata do Partido Verde, falar seu nome.

Dado tem cinco anos, há oito meses mora num barraco, na comunidade do Coque. É dançarino de HipHop, faz capoeira e é muito comunicativo. “Dado é uma criança espetacular, alegre, sorridente, feliz. Ele é um vício”, comentou a médica, candidata ao Senado pelo PV, René Patriota.

Quem olha pra Dado agora, não imagina o que ele já passou. O garoto não teve uma infância das mais fáceis. Desde os dois anos de idade ele pediu esmola em sinais de trânsito. Passou fome e morou na rua. “Por onde meu filho passava fazia amizades e conversava, mesmo morando na rua, ele nunca se deixou ficar triste” comenta a mãe do menino, Tarcicleide Paula, que atualmente trabalha como babá.

Dado é o quarto de cinco filhos. Todos eles viveram de esmolas numa outra comunidade pobre do Recife, Chão de Estrelas. Foi pedindo esmolas que Tarcicleide conheceu uma das professoras da Escola Popular de Direito Constitucional do Pequeno Cidadão, situada no Coque. A partir daí sua vida mudou.

Ela e a família mudaram-se para o Coque e desde então nunca mais passaram fome. O garoto frequenta a Escola de Direito Constitucional do Pequeno Cidadão desde que chegou ao Coque. “Dado é a luz da escolinha”, disse a professora. Ângela Maria. “Ele pergunta, canta, dança. Tem muitos amigos, não se mete em confusão. Dado já tem uma bagagem de vida muito grande. A vida o ensinou a viver”, continuou.

A comunidade do Coque tem o pior índice de desenvolvimento humano da cidade do Recife. O Coque é uma ilha (Ilha Joana Bezerra) de 133 hectares, na qual vivem aproximadamente 40 mil pessoas A qualidade de vida no bairro e o atendimento das necessidades básicas de infra-estrutura, saúde, educação, alimentação e emprego são bastante precárias. Mais da metade da população sobrevive com renda média mensal aproximada entre meio e um salário mínimo.

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